Após meses de espera, brasileiros enfrentam dificuldades para regularizar sua permanência em Portugal. A brasileira Bruna Miranda e seu marido, Heric, relatam problemas com a agência de imigração AIMA, que impôs prazos reduzidos e exigências inadequadas. Bruna recebeu o visto de procura de trabalho, mas não teve agendamento para a entrevista na AIMA, que deveria […]
Após meses de espera, brasileiros enfrentam dificuldades para regularizar sua permanência em Portugal. A brasileira Bruna Miranda e seu marido, Heric, relatam problemas com a agência de imigração AIMA, que impôs prazos reduzidos e exigências inadequadas.
Bruna recebeu o visto de procura de trabalho, mas não teve agendamento para a entrevista na AIMA, que deveria ser garantido. Com apenas 19 dias após a chegada ao país, a AIMA exigiu que apresentasse um contrato de trabalho em dez dias, sob pena de recusa do processo. A brasileira destacou que a agência ignorou diretrizes que garantem 120 dias para a busca de emprego.
A situação levou o casal a contratar o advogado Célio Sauer, que notificou a AIMA, que tem 90 dias para responder. Enquanto isso, Bruna conseguiu um emprego como cabeleireira, e Heric, que possui visto de nômade digital, atua como segurança de informação. Bruna comentou que muitos brasileiros não têm recursos para contratar advogados e estão vulneráveis à ineficiência da AIMA.
Sauer afirmou que representa outros brasileiros em situações semelhantes e preparou defesas para assegurar os direitos dos clientes. Ele destacou que a falha administrativa da AIMA contraria as orientações da própria agência para cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A AIMA não se manifestou sobre as reclamações.
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