Milhares de gerentes de agências dos correios britânicos foram indenizados em 1,04 bilhão de libras após serem acusados de roubo devido a erros no software Horizon, entre 1999 e 2015. O governo britânico anunciou que mais de 7.300 pessoas receberão compensações, com os pagamentos previstos para serem concluídos até 2 de junho de 2025. O ex-primeiro-ministro Rishi Sunak chamou o caso de um dos maiores erros judiciais do Reino Unido. Alan Bates, um dos afetados, criticou o valor da indenização, dizendo que não cobre nem metade do que ele considera justo. O governo enfrenta pressão para melhorar o sistema de compensação, já que o número de reclamações ultrapassa 11.000.
Milhares de gerentes de agências dos correios britânicos, que enfrentaram acusações de roubo devido a falhas no software Horizon, foram indenizados em 1,04 bilhão de libras (cerca de 7,8 bilhões de reais). O anúncio foi feito pelo governo britânico nesta segunda-feira, 9 de outubro. Entre 1999 e 2015, aproximadamente mil gerentes foram processados com base em informações incorretas do sistema da Fujitsu, levando muitos à falência e alguns à prisão.
A série de indenizações, que abrange mais de 7.300 pessoas, foi destacada pelo Ministério do Comércio. Os pagamentos, que devem ser concluídos até 2 de junho de 2025, incluem 167 milhões de libras (R$ 1,26 bilhão) a 416 ex-gerentes que conseguiram reverter as acusações na justiça. O ex-primeiro-ministro Rishi Sunak classificou o caso como um dos maiores erros judiciais da história do Reino Unido.
Críticas ao Sistema de Indenização
Alan Bates, um dos gerentes afetados, expressou insatisfação com o valor da indenização, afirmando que o montante oferecido não cobre nem metade do que ele reivindica. Em janeiro de 2024, uma série da ITV que retrata sua luta judicial trouxe o caso novamente ao centro das atenções. Bates criticou o sistema de compensação, que considera insuficiente para reparar os danos sofridos.
O governo britânico enfrenta pressão para revisar o processo de indenização, dado o número elevado de reclamações, que ultrapassa 11.000. A situação continua a gerar debate sobre a responsabilidade das empresas de tecnologia e a eficácia dos sistemas de compensação em casos de injustiça.
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