Delia Quiroa, uma ativista de direitos humanos, foi eleita juíza de distrito em Tamaulipas com 81.000 votos. Sua luta começou após a morte de seu irmão, Roberto, por crime organizado, o que a levou a se tornar advogada e fundar o Coletivo 10 de março. A eleição, realizada em 1º de junho, foi histórica, pois 2.700 cargos de justiça foram escolhidos pelo voto popular. Delia, que deixou a engenharia para buscar justiça, promete reformar o sistema judicial e focar em casos de abuso de autoridade. Ela quer facilitar o acesso a processos de amparo e priorizar casos urgentes, especialmente os que envolvem risco à vida. Delia também enfatiza a necessidade de responsabilizar autoridades que atrasam a justiça. No entanto, algumas organizações de direitos humanos estão céticas sobre sua capacidade de atender às expectativas, com ativistas expressando preocupações sobre seu distanciamento das questões enfrentadas por famílias de desaparecidos. Delia, que se refugiou no Estado de México após o sequestro de seu irmão, agora precisa conquistar a confiança da população e das organizações céticas, reconhecendo que a abstenção ajudou em sua vitória e que a mudança real depende de cumprir suas promessas.
Delia Quiroa, ativista de direitos humanos, foi eleita juíza de distrito em Tamaulipas com 81.000 votos. Sua trajetória começou após a perda do irmão, Roberto, para o crime organizado, o que a motivou a se tornar advogada e fundar o Coletivo 10 de março.
A eleição, ocorrida em 1º de junho, marca um momento histórico, pois pela primeira vez 2.700 cargos de justiça foram submetidos ao voto popular. Quiroa, que abandonou a engenharia para buscar justiça, promete reformar o sistema judicial, focando em casos de abuso de autoridade.
Em sua nova função, ela pretende facilitar o acesso a processos de amparo e priorizar casos urgentes, especialmente aqueles que envolvem risco à vida. Delia destaca a importância de responsabilizar autoridades que atrasam a justiça, afirmando que a lei permite sanções severas para tais abusos.
Apesar do otimismo, há ceticismo entre outras organizações de direitos humanos. Algumas ativistas expressam preocupações sobre a possibilidade de Quiroa se distanciar de suas raízes e dos problemas enfrentados pelas famílias de desaparecidos. A presidente de um coletivo rival, Alma Rojo, afirma que a eleição não representa uma esperança renovada.
Delia Quiroa, que se refugiou no Estado de México após o sequestro de seu irmão, agora enfrenta o desafio de conquistar a confiança da população e das organizações céticas. Ela reconhece que o abstencionismo favoreceu sua vitória e que a verdadeira mudança dependerá de sua capacidade de cumprir as promessas feitas durante a campanha.
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