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Entenda em que pé está o julgamento de Bolsonaro e outros réus do golpe

Ritmo acelerado imposto pela Corte mudou a expectativa de réus e advogados, que antes apostavam em um desfecho apenas em 2026

Entenda em que pé está o julgamento de Bolsonaro e outros réus do golpe
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A previsão sobre o julgamento de Jair Bolsonaro e outros sete réus, acusados de tentar dar um golpe de Estado em 2022, mudou. Antes, esperava-se que o processo se arrastasse até 2026, mas agora acredita-se que será concluído até setembro de 2025, devido ao ritmo acelerado do Supremo Tribunal Federal. Além de Bolsonaro, estão sendo julgados ex-ministros e generais, todos investigados por suposta participação em um plano para manter o ex-presidente no poder após a derrota para Lula. O processo começou em 2023, após os ataques de 8 de janeiro, e a Procuradoria-Geral da República denunciou os réus por tentativa de golpe. O STF não aceitará manobras para atrasar o julgamento, que deve ocorrer logo após o recesso do Judiciário. Essa antecipação pode impactar o cenário político para 2026, já que, apesar de Bolsonaro ser inelegível, uma condenação pode diminuir sua influência e abrir espaço para novas lideranças na direita. Pesquisas mostram que outros nomes estão crescendo e podem ser concorrentes fortes nas próximas eleições. Aliados de Bolsonaro já discutem estratégias para manter sua base mobilizada, mesmo com a possibilidade de condenação.

A previsão sobre o julgamento de Jair Bolsonaro e outros sete réus acusados de planejar um golpe de Estado em 2022 mudou. Até o início do ano, advogados de defesa apostavam que o processo se arrastaria até 2026 ou ao menos até o segundo semestre do ano eleitoral. Mas o ritmo firme da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) alterou os cálculos. Agora, os envolvidos acreditam que o julgamento será concluído até setembro de 2025.

Quem são os réus

Além de Bolsonaro, também são réus na ação penal o ex-ministro Braga Netto, o general Augusto Heleno, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem e os generais Almir Garnier Santos e Paulo Sérgio Nogueira.

Todos são investigados por suposta participação em uma tentativa de subverter a ordem democrática após a derrota de Bolsonaro nas urnas. A Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta a existência de um plano articulado para manter o ex-presidente no poder, mesmo após a vitória de Lula em 2022.

Linha do tempo do processo

  • Início de 2023: Após os ataques de 8 de janeiro, o STF abre inquérito para investigar os responsáveis e possíveis articuladores.
  • 2023 e 2024: A PGR denuncia militares e aliados de Bolsonaro por tentativa de golpe e organização criminosa.
  • 2024: Ação penal é formalizada com base em provas como mensagens interceptadas, depoimentos e documentos que indicam planos para um estado de sítio.
  • Junho de 2025: Começa a fase de depoimentos dos réus. Depois, virão as alegações finais do Ministério Público, dos colaboradores e das defesas.

Por que a previsão mudou

O STF tem deixado claro, inclusive em outros casos recentes como o de Fernando Collor, que não aceitará manobras consideradas protelatórias. Esse posicionamento tem acelerado o andamento do processo.

Após os depoimentos, a expectativa é que o julgamento seja pautado para agosto ou setembro — logo após o recesso do Judiciário.

*“Considerando o ritmo e o entendimento da Corte, dificilmente o processo se estenderá além do terceiro trimestre”*, avalia um advogado envolvido no caso.

Impacto político

A antecipação do julgamento muda o xadrez político para 2026. Embora Bolsonaro já esteja inelegível, uma eventual condenação pode abalar sua influência e abrir espaço para novas lideranças na direita.

Uma pesquisa Quaest divulgada recentemente mostrou crescimento de nomes como Tarcísio de Freitas, Ratinho Jr., Michelle Bolsonaro e Eduardo Leite, todos tecnicamente empatados com Lula em simulações de segundo turno.

Nos bastidores, aliados do ex-presidente já discutem alternativas e estratégias para manter sua base mobilizada, mesmo com a possibilidade de condenação.

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