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Fala de Cid beneficia aliados e prejudica Bolsonaro e Braga Netto

Depoimento de Mauro Cid revela participação de Jair Bolsonaro em minuta golpista e ligações com Walter Braga Netto e outros réus

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  • O depoimento do tenente-coronel Mauro Cid revelou que o ex-presidente Jair Bolsonaro participou da elaboração de uma minuta golpista.
  • Cid afirmou que Walter Braga Netto atuou como elo entre Bolsonaro e os golpistas.
  • O depoimento durou mais de três horas e incluiu a confirmação de que Bolsonaro estava presente em reuniões sobre o plano para barrar a posse do novo presidente.
  • Cid também mencionou que houve pressão sobre Bolsonaro para ações radicais, mas ele não agiu por medo ou falta de apoio.
  • O depoimento complicou a situação de Walter Braga Netto e trouxe alívio para os ex-ministros Anderson Torres e Augusto Heleno, com Cid afirmando que Torres não participou de reuniões cruciais.

O depoimento do tenente-coronel Mauro Cid, no processo sobre a trama golpista, trouxe revelações impactantes. Cid, que foi o primeiro a depor entre os oito réus, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro participou da elaboração de uma minuta golpista. O ex-ministro Walter Braga Netto foi identificado como um elo entre Bolsonaro e os golpistas.

Durante o interrogatório, que durou mais de três horas, Cid demonstrou insegurança em alguns pontos, mas reafirmou a participação de Bolsonaro na minuta, que incluía a prisão do ministro Alexandre de Moraes. O delator também confirmou que Bolsonaro estava presente em reuniões onde o plano para barrar a posse do novo presidente foi discutido.

Cid enfatizou que houve pressão sobre Bolsonaro para que ele tomasse uma atitude radical, mas o ex-presidente não agiu por medo ou falta de apoio. Apesar de algumas declarações que poderiam beneficiar Bolsonaro, como a negação de que ele tenha dado ordens para a publicação de uma nota das Forças Armadas, o depoimento foi considerado negativo para sua defesa.

Impacto sobre outros réus

A situação foi ainda mais complicada para Walter Braga Netto, que foi apontado como responsável por entregar dinheiro para sustentar as manifestações golpistas. Cid também confirmou que o almirante Almir Garnier havia dado aval ao golpe, o que enfraquece a versão apresentada por outros réus.

Por outro lado, o depoimento trouxe alívio para os ex-ministros Anderson Torres e Augusto Heleno. Cid afirmou que as interações de Heleno com Bolsonaro foram limitadas após os dois primeiros anos de mandato e que Torres não participou das reuniões cruciais do golpe.

A situação de Mauro Cid também é delicada, pois ele enfrentou contradições durante o depoimento, o que pode afetar os benefícios que ele esperava obter. A sequência de depoimentos no processo deve continuar a impactar as posições dos réus e a percepção pública sobre a trama golpista.

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