O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de eventos na França, encerrando sua visita em Lyon, nesta segunda-feira (9). Ele assinou uma declaração de intenções com a Interpol e anunciou compromissos do Brasil para aumentar a proteção marinha, elevando a meta de áreas marinhas protegidas de 26% para 30%. Durante a manhã, Lula participou […]
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de eventos na França, encerrando sua visita em Lyon, nesta segunda-feira (9). Ele assinou uma declaração de intenções com a Interpol e anunciou compromissos do Brasil para aumentar a proteção marinha, elevando a meta de áreas marinhas protegidas de 26% para 30%.
Durante a manhã, Lula participou da abertura da 3ª Conferência dos Oceanos da ONU (UNOC3), em Nice. Ele deveria permanecer até a sessão plenária, mas deixou o evento mais cedo devido a sintomas de resfriado. Em seu discurso, Lula destacou a importância de proteger os oceanos e a necessidade de decisões significativas na próxima Conferência das Partes (COP30), que ocorrerá em Belém em novembro.
O presidente francês, Emmanuel Macron, fez referência à colaboração entre a UNOC3 e a COP30, enfatizando a urgência de ações para enfrentar as mudanças climáticas. Lula, com voz rouca, mencionou a “Amazônia azul” e a interconexão entre as duas Amazônias, ressaltando que ambas enfrentam os impactos das mudanças climáticas.
Compromissos do Brasil
Lula anunciou sete compromissos voluntários do Brasil para a proteção marinha, incluindo a meta de zerar o desmatamento até 2030. Ele convidou os líderes presentes a participar da COP30, enfatizando a necessidade de conscientização sobre as mudanças climáticas.
Após o evento em Nice, Lula visitou a sede da Interpol em Lyon, onde expressou a importância de sua presença para apoiar o secretário-geral da organização, Valdecy Urquiza, o primeiro brasileiro a ocupar o cargo. A visita à Interpol foi marcada por um contexto delicado, já que a deputada Carla Zambelli foi incluída na lista de foragidos internacionais da organização.
A UNOC3, co-organizada pela França e Costa Rica, reúne quase 60 chefes de Estado e busca estabelecer um plano de ação para a conservação dos oceanos, com o objetivo de proteger 30% dos oceanos até 2030. A conferência destaca a necessidade de um compromisso global para enfrentar a crise ambiental que afeta os oceanos.
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