Desde 2019, o ministro Alexandre de Moraes supervisiona o inquérito das fake news, que se desdobrou em investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. Recentemente, outros ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) também passaram a liderar investigações, incluindo Cristiano Zanin e Flávio Dino, que abrangem casos de corrupção e desvios em emendas parlamentares. […]
Desde 2019, o ministro Alexandre de Moraes supervisiona o inquérito das fake news, que se desdobrou em investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. Recentemente, outros ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) também passaram a liderar investigações, incluindo Cristiano Zanin e Flávio Dino, que abrangem casos de corrupção e desvios em emendas parlamentares.
As investigações sob a supervisão de Moraes dominam a pauta criminal do STF e coincidem com o declínio da Operação Lava Jato. O inquérito das fake news, aberto de forma controversa, ainda não tem previsão de encerramento. Entre os casos mais relevantes está a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, que resultou em acusações contra Bolsonaro.
Novas Investigações
Cristiano Zanin, por sua vez, supervisiona a operação Sisamnes, que investiga a relação do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves com vendas de decisões judiciais e vazamentos de informações no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Além disso, Zanin também está à frente de investigações sobre corrupção em tribunais de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Flávio Dino, por sua vez, é responsável por inquéritos que tratam de desvios de emendas parlamentares. Ele determinou que estados e municípios prestem contas ao governo federal sobre emendas recebidas entre 2020 e 2023. A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para apurar o pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas parlamentares pela Câmara dos Deputados.
Operação Overclean
A operação Overclean, deflagrada no ano passado, investiga desvios de R$ 1,4 bilhão em contratos do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). O inquérito apura fraudes em licitações e corrupção em prefeituras, com foco em pessoas ligadas ao União Brasil. A PF solicitou que a investigação ficasse sob a responsabilidade de Flávio Dino, que já possui diversas apurações relacionadas a emendas parlamentares.
Essas investigações refletem um aumento na supervisão do STF sobre casos de corrupção e irregularidades, ampliando o escopo de atuação dos ministros e revelando conexões entre diferentes casos.
Entre na conversa da comunidade