O Ministério Público do Rio Grande do Sul decidiu arquivar a denúncia de lesão corporal contra Éverton Goandete, um motoboy de 40 anos, que foi atacado com um canivete por Sérgio Kupstaitis, um aposentado de 71 anos, em Porto Alegre. O ataque aconteceu em fevereiro de 2024, e a decisão foi tomada em maio de 2025. Éverton também havia sido indiciado por desobediência, mas essa acusação foi arquivada. O advogado de Éverton, Ramiro Goulart, afirmou que não houve resistência por parte do motoboy e ressaltou a luta contra o racismo. Sérgio aceitou uma transação penal e pagará um salário mínimo. Éverton contou que estava mexendo no celular quando foi atacado e que, se não tivesse se esquivado, poderia ter sido fatal. Após ser ferido, ele reagiu jogando pedras em Sérgio, que também foi indiciado. Éverton criticou a abordagem policial, alegando racismo, pois os policiais não o ouviram e o trataram como agressor. A investigação incluiu 27 depoimentos e 12 vídeos, mas nenhum registrou o momento da agressão. O corregedor da Brigada Militar reconheceu um erro na condução do caso, mas defendeu a atuação dos policiais, levantando questões sobre a imparcialidade da investigação.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul arquivou a denúncia de lesão corporal contra o motoboy Éverton Henrique Goandete, de 40 anos, após um incidente em que ele foi agredido com um canivete por Sérgio Kupstaitis, de 71 anos, em Porto Alegre. O ataque ocorreu em fevereiro de 2024, no bairro Rio Branco, e a decisão de arquivamento foi tomada em 29 de maio de 2025.
Éverton também foi indiciado por desobediência policial, mas essa acusação foi posteriormente arquivada. O advogado da vítima, Ramiro Goulart, afirmou que foi reconhecido que não houve resistência por parte de Éverton. Ele destacou que a luta contra o racismo institucional e estrutural continua. No caso de Sérgio, o Ministério Público ofereceu uma transação penal, que foi aceita, resultando em uma pena de pagamento de um salário mínimo.
Dinâmica do Ataque
Éverton relatou ao GLOBO que estava sentado e mexendo no celular quando Sérgio o atacou. Ele descreveu a situação como uma tentativa de homicídio, afirmando que, se não tivesse conseguido se esquivar, poderia ter sido fatal. Após ser ferido, Éverton reagiu lançando pedras contra Sérgio, que também foi indiciado por lesão corporal.
A abordagem policial foi criticada por Éverton, que alegou ter sido vítima de racismo. Ele afirmou que os policiais não o ouviram e tentaram imobilizá-lo, tratando-o como se fosse o agressor. O motoboy participou de uma reunião na Assembleia Legislativa para discutir a investigação, pedindo que o caso fosse tratado como tentativa de homicídio.
Investigação e Conclusões
A investigação da Polícia Civil incluiu 27 depoimentos e a análise de 12 vídeos, mas nenhum registrou o momento da agressão. O corregedor-geral da Brigada Militar, Vladimir Luís Silva da Rosa, afirmou que a atuação dos policiais foi correta, embora tenha reconhecido um erro na condução dos envolvidos à delegacia. Ele destacou que ambos apresentaram lesões e foram tratados de forma semelhante, mas a percepção de Éverton sobre a abordagem policial levanta questões sobre a imparcialidade da investigação.
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