Herus Guimarães Mendes, de 23 anos, foi morto durante uma operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) em uma festa junina no Morro Santo Amaro, no Catete, Zona Sul do Rio de Janeiro, na madrugada de sábado. A ação policial, que visava combater a presença de criminosos armados, resultou em pânico e protestos na […]
Herus Guimarães Mendes, de 23 anos, foi morto durante uma operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) em uma festa junina no Morro Santo Amaro, no Catete, Zona Sul do Rio de Janeiro, na madrugada de sábado. A ação policial, que visava combater a presença de criminosos armados, resultou em pânico e protestos na comunidade.
A operação deixou seis feridos, incluindo um adolescente que permanece internado. Herus foi atingido no abdômen e, apesar de ter sido levado ao Hospital Glória D’Or, não sobreviveu aos ferimentos. A mãe de Herus, Mônica Guimarães Mendes, criticou a ação policial, afirmando que a festa junina estava em andamento e que os policiais não poderiam ter ignorado a presença de crianças e adultos vestidos a caráter.
Repercussões e Afastamentos
Após a morte de Herus, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, determinou o afastamento imediato do coronel André Luiz de Souza Batista, comandante do Comando de Operações Especiais (COE), e do coronel Aristheu Lopes, comandante do Bope. Doze policiais envolvidos na operação também foram afastados. O secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, reconheceu que houve falhas no planejamento da ação, afirmando que não foram observados os protocolos de segurança.
Durante um protesto em resposta à morte de Herus, um policial civil foi preso por disparar para o alto enquanto tentava abrir caminho com seu carro entre os manifestantes. A Corregedoria-Geral da Polícia Civil informou que o agente estava de folga e foi preso em flagrante. Um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) foi instaurado para investigar sua conduta.
Clamor por Justiça
A família de Herus, que trabalhava como office boy e deixava um filho de dois anos, clama por justiça. Mônica e Fernando Guimarães, pais de Herus, relataram que o jovem foi tratado de forma truculenta pelos policiais após ser baleado. Eles afirmam que o corpo de Herus foi arrastado e que os agentes tentaram impedir o socorro.
O caso gerou grande comoção na comunidade e levantou questões sobre a atuação da polícia em áreas vulneráveis. A Polícia Civil e a Corregedoria da PM estão investigando a operação, e as imagens das câmeras corporais dos policiais serão analisadas para esclarecer os eventos daquela noite.
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