A Polícia Militar de São Paulo liberou policiais envolvidos na morte de um estudante de medicina, uma criança e um aposentado para retomar atividades nas ruas. As mortes ocorreram em operações da PM, gerando revolta entre as famílias das vítimas e críticas à gestão da segurança pública. Os soldados Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho […]
A Polícia Militar de São Paulo liberou policiais envolvidos na morte de um estudante de medicina, uma criança e um aposentado para retomar atividades nas ruas. As mortes ocorreram em operações da PM, gerando revolta entre as famílias das vítimas e críticas à gestão da segurança pública.
Os soldados Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado, que participaram da morte do estudante Marco Aurélio Cardenas Acosta, foram autorizados a voltar ao patrulhamento. O homicídio de Acosta, de 22 anos, ocorreu em um hotel na Vila Mariana em 20 de novembro e foi registrado por câmeras corporais. A Justiça negou o pedido de prisão feito pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. O inquérito militar concluiu que houve homicídio, mas os policiais foram liberados para atuar.
A mãe de Acosta, Silvia Mónica Cárdenas Prado, expressou sua indignação: “A volta deles ao trabalho é a inegável cumplicidade da alta cúpula militar e do estado de São Paulo.” A morte do menino Ryan da Silva Andrade Santos, de 4 anos, também permanece sem punição. Ele foi baleado durante uma operação em Santos, onde a PM alegou ter enfrentado criminosos. O pai do menino havia sido morto em um confronto com a polícia meses antes.
Críticas à Gestão da Segurança
Clovis Marcondes de Souza, de 70 anos, foi atingido por um disparo acidental de um policial no Tatuapé. O sargento Roberto Marcio de Oliveira, responsável pelo tiro, foi solto após menos de dois meses. A investigação sobre sua conduta ainda não foi concluída. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou a liberação dos policiais, que agora desempenham funções administrativas.
O ex-ouvidor da polícia, Claudinho Silva, criticou a decisão de permitir que os policiais voltem ao trabalho. “Essas medidas revelam realmente qual é a lógica empregada pelo governador Tarcísio de Freitas e seu secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite.” O atual ouvidor, Mauro Caseri, destacou a necessidade de avaliar a requalificação dos agentes antes de retornarem ao serviço operacional.
Enquanto isso, policiais envolvidos em agressões permanecem afastados. O soldado Luan Felipe Alves Pereira, filmado jogando um homem de uma ponte, é um dos poucos que foi preso. A Corregedoria da PM informou que sete policiais estão sob investigação, podendo ser expulsos.
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