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PPK é impedido de deixar o Peru por dezoito meses após alerta de fuga

Pedro Pablo Kuczynski, ex-presidente do Peru, é impedido de sair do país por 18 meses devido a investigações de corrupção.

Pedro Pablo Kuczynski, ex-presidente do Peru, foi impedido de deixar o país por dezoito meses devido a uma alerta de fuga. O incidente ocorreu no último sábado, quando ele tentava embarcar para os Estados Unidos para uma consulta médica e reencontro com sua esposa, Nancy Lange. A audiência judicial que avaliaria o impedimento de saída […]

Pedro Pablo Kuczynski, ex-presidente do Peru, foi impedido de deixar o país por dezoito meses devido a uma alerta de fuga. O incidente ocorreu no último sábado, quando ele tentava embarcar para os Estados Unidos para uma consulta médica e reencontro com sua esposa, Nancy Lange. A audiência judicial que avaliaria o impedimento de saída foi antecipada para domingo.

Kuczynski, de oitenta e seis anos, alegou que sua saída era legítima e que estava disposto a retornar ao Peru em quinze de junho. Ele criticou a ação da Superintendência Nacional de Migraciones, afirmando que seus direitos foram violados. O ex-presidente anunciou que impôs um habeas corpus e se reservou o direito de tomar ações legais contra os responsáveis pela decisão.

O Poder Judicial justificou o impedimento de saída devido a investigações de corrupção que remontam a sua campanha eleitoral em 2016. Kuczynski é investigado por supostos recebimentos irregulares de R$ 100 mil de uma empresa chamada CASA, que teria se beneficiado de contratos durante seu governo. A acusação inclui lavagem de ativos, fraude processual e falsa declaração em procedimento administrativo.

Além disso, Kuczynski enfrenta investigações relacionadas a doações da Odebrecht a suas empresas. As denúncias de corrupção levaram à sua renúncia em março de 2018, após vinte meses no cargo. Desde então, ele cumpriu pena sob prisão domiciliar devido a problemas de saúde, mas em 2022, a medida foi alterada para comparecimento com restrições.

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