O deputado Alexandre Ramagem prestou depoimento no Supremo Tribunal Federal sobre a tentativa de golpe de Estado no Brasil. Durante sua fala, ele disse que postagens que fez em 2021 sobre o voto auditável não representam sua opinião pessoal, mas eram parte de um debate no Congresso. Ramagem explicou que essas publicações ocorreram enquanto a Proposta de Emenda à Constituição do voto impresso estava sendo discutida. Ele ressaltou que suas declarações nas redes sociais não devem ser vistas como críticas ao sistema de votação eletrônico. Além disso, mencionou que arquivos encontrados em seus dispositivos com críticas às urnas eram apenas opiniões pessoais e não indicavam planos de ataque. Ramagem foi o segundo réu a depor, e os depoimentos no STF seguem até sexta-feira, com o ex-presidente Jair Bolsonaro sendo o sexto a ser ouvido.
O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) prestou depoimento no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (9) no inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado no Brasil. Durante sua fala, ele afirmou que postagens feitas em 2021 sobre o voto auditável não refletem seu pensamento pessoal, mas sim o debate legislativo da época.
Ramagem explicou que as publicações, feitas nos dias 24 de maio e 1º de agosto de 2021, ocorreram enquanto tramitava no Congresso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso, sob relatoria do deputado Filipe Barros (PL-PR). Ele destacou que sua primeira postagem consistiu em um retuíte da informação sobre a relatoria de Barros e a segunda repetiu o conteúdo anterior, defendendo a segurança e a transparência do pleito eleitoral.
Detalhes do Depoimento
O deputado enfatizou que suas declarações nas redes sociais não devem ser interpretadas como críticas ao sistema eletrônico de votação. Segundo Ramagem, o conteúdo das postagens fazia parte de um debate legítimo no Parlamento. Ele também mencionou que arquivos encontrados em seus dispositivos, que continham críticas às urnas, eram meras opiniões pessoais e não indicavam planos de ataque.
Ramagem é o segundo réu a ser ouvido nas oitivas do STF, que começaram nesta segunda e seguirão até sexta-feira (13). O primeiro a depor foi o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, que colabora com a Justiça como delator. Os depoimentos ocorrem presencialmente na sala da Primeira Turma do Supremo, em Brasília, seguindo a ordem alfabética dos réus. O ex-presidente Jair Bolsonaro será o sexto a ser ouvido, enquanto o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa, participa por videoconferência devido à prisão preventiva.
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