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Referendo sobre cidadania de estrangeiros na Itália é invalidado por falta de quórum

Referendo na Itália para reduzir prazo de cidadania não alcança quórum; governo boicota e debate sobre imigração se intensifica.

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O referendo na Itália que queria reduzir o tempo de residência para obter cidadania de dez para cinco anos não teve a participação necessária e, por isso, é inválido. Apenas 30% das pessoas votaram, muito abaixo do mínimo de 50% exigido. A votação, que ocorreu entre 8 e 9 de junho, tinha cinco questões, sendo a mudança nas regras de cidadania a mais discutida. Essa proposta, apoiada por partidos de centro-esquerda e grupos da sociedade civil, visava facilitar a vida de imigrantes, especialmente para famílias com filhos. Atualmente, uma criança nascida na Itália de pais estrangeiros só pode pedir cidadania aos 18 anos. A baixa participação foi influenciada pela postura do governo da primeira-ministra Giorgia Meloni, que não apoiou a votação e incentivou o boicote. O partido dela, Irmãos da Itália, comemorou a abstenção, alegando que o verdadeiro objetivo do referendo era derrubar seu governo. A votação também tratou de questões trabalhistas, mas a proposta sobre cidadania foi a mais polêmica. Regiões como Sicília e Calábria tiveram apenas 22% de participação. A deputada Pina Picierno, do Partido Democrático, chamou o resultado de uma “derrota profunda” para quem queria a mudança. Agora, há discussões sobre aumentar o número de assinaturas necessárias para convocar referendos. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, criticou o desperdício de recursos, já que muitos votos enviados do exterior não foram usados. Desde a Segunda Guerra Mundial, cerca de 50% dos referendos na Itália conseguiram a participação necessária para serem válidos.

O referendo realizado na Itália, que visava reduzir o prazo de residência para a concessão de cidadania de dez para cinco anos, não atingiu o quórum necessário e, portanto, seu resultado é considerado inválido. Com apenas 30% de participação, a votação, que ocorreu entre os dias 8 e 9 de junho, não alcançou o mínimo de 50% exigido para ser vinculativa.

O pleito incluía cinco questões, sendo a mudança nas regras de cidadania a mais debatida. A proposta, apoiada por partidos de centro-esquerda e organizações da sociedade civil, buscava facilitar a integração de imigrantes, especialmente para famílias com filhos menores. Atualmente, uma criança nascida na Itália de pais estrangeiros precisa esperar até os 18 anos para solicitar a cidadania.

Postura do Governo

A baixa participação foi influenciada pela postura do governo, liderado pela primeira-ministra Giorgia Meloni, que desestimulou a votação. Meloni, que considera a legislação atual “excelente”, não votou e incentivou o boicote ao referendo. O partido dela, Irmãos da Itália (FdI), celebrou a abstenção, afirmando que a verdadeira intenção do pleito era derrubar seu governo.

A votação também abordou questões trabalhistas, mas a proposta de flexibilização da cidadania foi a mais controversa. A participação foi especialmente baixa em regiões como Sicília e Calábria, onde o comparecimento foi de apenas 22%. A deputada Pina Picierno, do Partido Democrático, classificou o resultado como uma “derrota profunda e séria” para os defensores da mudança.

Consequências e Futuro

Com a falha em atingir o quórum, novas propostas para aumentar o número de assinaturas necessárias para convocar referendos estão sendo discutidas. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, criticou o desperdício de recursos, mencionando que muitos votos enviados para o exterior não foram utilizados. Desde a Segunda Guerra Mundial, apenas cerca de 50% dos referendos na Itália conseguiram a participação necessária para serem válidos.

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