O senador e pré-candidato à presidência da Colômbia, Miguel Uribe, foi baleado em um evento de campanha em Bogotá no último sábado, dia 7. Ele foi atingido por dois tiros na cabeça e um no joelho, permanecendo em estado crítico e com pouca resposta ao tratamento médico, conforme informou a clínica Fundação Santa Fé. Uribe, […]
O senador e pré-candidato à presidência da Colômbia, Miguel Uribe, foi baleado em um evento de campanha em Bogotá no último sábado, dia 7. Ele foi atingido por dois tiros na cabeça e um no joelho, permanecendo em estado crítico e com pouca resposta ao tratamento médico, conforme informou a clínica Fundação Santa Fé.
Uribe, de 39 anos, passou por uma cirurgia e está em tratamento intensivo. O ataque ocorreu enquanto ele discursava em um parque da capital. Um adolescente de 14 anos foi preso como suspeito do ataque e está hospitalizado após tentar fugir. O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, afirmou que o menor foi “instrumentalizado” por criminosos e que as autoridades estão em busca dos mandantes do crime.
Marchas pela paz ocorreram em várias cidades, incluindo Bogotá, Medellín e Calí, em resposta ao atentado. O ministro da Defesa anunciou que mais de 100 oficiais estão investigando o caso e ofereceu uma recompensa de US$ 725 mil por informações sobre os autores intelectuais. O ataque foi amplamente condenado, incluindo por organizações internacionais como a ONU e por diversos países.
As motivações do ataque ainda estão sendo investigadas. Uma hipótese sugere que foi uma mensagem contra o partido Centro Democrático, liderado pelo ex-presidente Álvaro Uribe, enquanto outra aponta para uma tentativa de desestabilizar o governo do presidente Gustavo Petro. O atentado reavivou memórias de violência política na Colômbia, onde episódios semelhantes ocorreram no passado.
A esposa de Uribe, María Claudia Tarazona, pediu orações e afirmou que ele “precisa de um milagre”. O ataque gerou um clima de tensão, com protestos pedindo a renúncia do presidente Petro e críticas à sua retórica, que alguns acusam de incitar a violência contra a oposição.
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