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STF inicia depoimentos de réus envolvidos na tentativa de golpe de Estado

Interrogatórios de réus em investigação golpista revelam detalhes cruciais sobre crimes contra a democracia e envolvimento de ex-ministros

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  • O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou os interrogatórios dos réus em uma investigação sobre uma suposta trama golpista.
  • O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, foi o primeiro a depor após um acordo de delação premiada.
  • Os depoimentos ocorrem na sala da Primeira Turma do tribunal e seguem a ordem alfabética dos réus.
  • Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa, participa por videoconferência, pois está preso preventivamente.
  • Os réus enfrentam acusações graves, incluindo tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa armada.

O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início nesta segunda-feira aos interrogatórios dos réus envolvidos em uma suposta trama golpista. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, preside as audiências, que ocorrem na sala da Primeira Turma do tribunal.

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, foi o primeiro a depor após firmar um acordo de delação premiada. Ele é um dos oito réus do primeiro núcleo da investigação, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros ex-ministros. Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa, acompanha o interrogatório por videoconferência, pois está preso preventivamente no Rio de Janeiro.

Os depoimentos estão agendados para ocorrer ao longo da semana, podendo se estender para a próxima, se necessário. A ordem dos interrogatórios segue a alfabética, começando por Cid e passando por Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Jair Bolsonaro, Paulo Sérgio Nogueira e, por último, Braga Netto.

Os réus enfrentam acusações graves, incluindo tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e envolvimento em organização criminosa armada. Durante os interrogatórios, o ministro Moraes inicia as perguntas, seguido pela Procuradoria-Geral da República. A defesa de cada réu também tem a oportunidade de questionar, respeitando a ordem estabelecida.

Os réus têm o direito de permanecer em silêncio, e essa escolha não pode ser usada contra eles. Além disso, podem optar por responder apenas às perguntas de seus advogados. A expectativa é que os depoimentos revelem detalhes cruciais sobre a trama investigada.

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