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STF inicia interrogatórios de réus em ação sobre tentativa de golpe de Estado

Interrogatórios sobre a trama golpista começam no STF, com Mauro Cid revelando detalhes de um plano para impedir a posse de Lula.

O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta segunda-feira, 9 de junho, os interrogatórios dos réus envolvidos em uma suposta trama golpista. O relator da ação penal, ministro Alexandre de Moraes, conduz os depoimentos. O primeiro a ser ouvido será o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, que firmou um acordo de delação […]

O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta segunda-feira, 9 de junho, os interrogatórios dos réus envolvidos em uma suposta trama golpista. O relator da ação penal, ministro Alexandre de Moraes, conduz os depoimentos. O primeiro a ser ouvido será o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, que firmou um acordo de delação premiada.

Cid revelou detalhes sobre reuniões que discutiram um plano para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro de 2023. Ele trocou mensagens com outros militares e possuía documentos que questionavam a integridade das urnas eletrônicas. Além disso, foi encontrado em seu celular um discurso que Bolsonaro supostamente faria após o golpe.

Acusações e Envolvimentos

Os réus incluem ex-ministros e militares. O ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, é acusado de participar de núcleos de desinformação e de elaborar uma minuta golpista, que foi apreendida pela Polícia Federal (PF). Torres nega envolvimento, mas outros confirmaram sua participação.

O ex-ministro da Defesa, Walter Braga Netto, está preso e é acusado de pressionar comandantes das Forças Armadas para apoiar o golpe. Ele também teria coordenado um plano que incluía ações clandestinas e ameaças a autoridades policiais.

Delações e Revelações

Mauro Cid não é o único a colaborar com as investigações. A PF indiciou Jair Bolsonaro por três crimes, afirmando que ele teve papel central na organização criminosa que visava um golpe de Estado. Bolsonaro nega as acusações.

As investigações revelam um esquema complexo, com a participação de diversos ex-integrantes do governo Bolsonaro, que buscavam desestabilizar o sistema democrático. Os interrogatórios são um passo crucial para esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos.

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