Donald Trump mobilizou 4.000 agentes da Guarda Nacional em Los Angeles, Califórnia, para conter protestos contra operações anti-imigração, sem a autorização do governador Gavin Newsom. Essa é a primeira vez em 60 anos que um presidente faz isso sem um pedido prévio. As manifestações surgiram em resposta a políticas de imigração e geraram críticas de organizações de direitos civis, que consideram a mobilização militar desnecessária. Trump disse que os protestos poderiam ser vistos como rebelião, enquanto Newsom entrou com uma ação judicial, afirmando que a situação estava sob controle localmente. A mobilização resultou em 56 prisões, mas não houve violência comparável aos tumultos de 1992. Essa ação é vista como oposta à mobilização feita em 1965, quando o presidente Lyndon B. Johnson enviou tropas para proteger manifestantes em Selma, Alabama.
Soldados da Guarda Nacional dos Estados Unidos foram mobilizados em Los Angeles, Califórnia, pelo presidente Donald Trump, em resposta a protestos contra operações anti-imigração. A decisão, anunciada no último sábado (7), envolveu o envio de 2.000 agentes, seguido por mais 2.000 e 700 fuzileiros navais na segunda-feira (9). Essa ação ocorre sem a autorização do governador da Califórnia, Gavin Newsom, e marca a primeira vez em seis décadas que um presidente toma tal medida sem solicitação prévia.
As manifestações, que começaram em reação a políticas de imigração, geraram preocupações sobre o uso militar em questões civis. Organizações de direitos civis criticaram a mobilização, considerando-a uma escalada desnecessária. O ex-secretário adjunto de defesa, Rudy DeLeon, afirmou que “o uso de unidades militares deve ser um último recurso”.
Trump justificou a ação alegando que os protestos poderiam ser vistos como uma forma de rebelião. O governador Newsom, por sua vez, entrou com uma ação judicial contra a administração Trump, afirmando que a situação estava sob controle pelas autoridades locais. A mobilização militar resultou em 56 prisões, mas a violência não se compara aos tumultos de 1992, quando a Guarda Nacional foi chamada após a absolvição de policiais envolvidos na agressão a Rodney King.
Comparação Histórica
A mobilização da Guarda Nacional por Trump é comparada a eventos históricos, como a convocação feita pelo presidente Lyndon B. Johnson em 1965, que visava proteger manifestantes durante a luta pelos direitos civis. Na época, Johnson enviou tropas para garantir a segurança de marchas em Selma, Alabama, em um contexto de repressão e discriminação.
A decisão de Trump, no entanto, reflete uma abordagem oposta, buscando afastar manifestantes em vez de protegê-los. A retórica do presidente, associada a uma postura de mão dura em cidades governadas por opositores políticos, levanta questões sobre a militarização da resposta a protestos civis.
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