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Almirante Garnier esclarece reunião com Bolsonaro e nega apoio a golpe militar

Almir Garnier depõe ao STF e nega envolvimento em ações golpistas de Bolsonaro, reforçando que discussões foram mal interpretadas

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  • O almirante Almir Garnier negou, em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), que tenha disponibilizado tropas para ações golpistas do ex-presidente Jair Bolsonaro.
  • Garnier afirmou que a expressão “colocar as tropas à disposição” nunca foi utilizada por ele e que não houve intenção de realizar ações ilegais.
  • Ele descreveu as conversas com Bolsonaro como “preocupações e análises de possibilidades”.
  • Outros ex-comandantes das Forças Armadas alegaram que Garnier apoiou as intenções golpistas, mencionando uma reunião em dezembro de 2022, que ele confirmou, mas negou que a prisão de autoridades tenha sido discutida.
  • O almirante destacou que sua atuação sempre seguiu a hierarquia militar e o cumprimento de seu papel institucional.

O ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier, negou, em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 10, que tenha colocado tropas à disposição do ex-presidente Jair Bolsonaro para ações golpistas. Garnier afirmou que a expressão “colocar as tropas à disposição” nunca foi utilizada por ele e que não houve intenção de conduzir ações ilegais.

Este foi o primeiro depoimento de Garnier sobre as investigações relacionadas a tentativas de golpe após as eleições de 2022. Durante o interrogatório, ele descreveu as discussões com Bolsonaro como “preocupações e análises de possibilidades”, e não como uma intenção de realizar ações ilegais. O almirante se referiu a alegações de apoio a intenções golpistas como “ilações”.

Os ex-comandantes do Exército e da Aeronáutica, Marco Antônio Freire Gomes e Carlos Almeida Baptista Júnior, afirmaram em seus depoimentos que Garnier apoiou as intenções golpistas de Bolsonaro. Eles mencionaram uma reunião no Palácio da Alvorada em 7 de dezembro de 2022, onde o tema foi discutido. Garnier confirmou o encontro, mas negou que a prisão de autoridades tenha sido abordada.

Detalhes do Depoimento

O almirante esclareceu que na reunião foram discutidos acampamentos de apoiadores de Bolsonaro e questões relacionadas ao processo eleitoral. Ele também negou ter visto uma minuta de decreto com medidas golpistas, afirmando que apenas presenciou uma apresentação em um telão. Garnier reiterou que, como subordinado, só poderia questionar ordens “flagrantemente ilegais”, o que não ocorreu.

Em um encontro posterior, em 14 de dezembro de 2022, Garnier chegou atrasado e não participou das discussões, que, segundo ele, já haviam terminado. O almirante também se manifestou sobre a condução da Justiça Eleitoral, afirmando que Bolsonaro mantinha os comandantes informados sobre as questões legais.

Contexto e Consequências

A investigação sobre as tentativas de golpe após as eleições de 2022 envolve depoimentos de diversos ex-comandantes das Forças Armadas. A situação continua a ser monitorada pelo STF, que busca esclarecer os papéis de cada um dos envolvidos. Garnier, por sua vez, destacou que sua atuação sempre foi pautada pela hierarquia militar e pelo cumprimento de seu papel institucional.

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