- Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil, depôs ao Supremo Tribunal Federal (STF) e negou acusações de Mauro Cid sobre entrega de dinheiro.
- O depoimento ocorreu à distância devido à prisão de Braga Netto no Rio de Janeiro e durou cerca de 40 minutos.
- Ele afirmou que não houve fraude nas eleições de 2022 e que Cid “faltou com a verdade” ao relatar uma reunião em seu apartamento.
- Braga Netto negou ter pedido ou dado dinheiro a Cid e disse que o tenente-coronel apenas buscou apoio financeiro do Partido Liberal (PL).
- O ex-ministro criticou a falta de empatia dos ex-comandantes das Forças Armadas em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
No depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Netto negou as acusações feitas pelo tenente-coronel Mauro Cid sobre uma suposta entrega de dinheiro e reafirmou que não houve fraude nas eleições de 2022. O interrogatório, realizado à distância devido à sua prisão no Rio de Janeiro, durou cerca de 40 minutos.
Braga Netto afirmou que Cid “faltou com a verdade” ao relatar uma reunião em seu apartamento no final de 2022, que envolveu militares das forças especiais do Exército. Ele negou ter entregue dinheiro em caixas de vinho e disse: “Eu não tinha contato com empresários. Então eu não pedi dinheiro para ninguém e não dei dinheiro nenhum para o Cid.” O ex-ministro também se defendeu de alegações sobre ter tentado contatar o pai de Cid para discutir a delação premiada, afirmando que foi o pai quem o procurou em busca de apoio político.
Acusações e Defesa
Braga Netto refutou as declarações de Cid sobre a arrecadação de valores com empresários do agronegócio para apoiar coronéis envolvidos em ações golpistas. Ele esclareceu que Cid apenas o procurou para saber se o PL poderia ajudar financeiramente, e que o orientou a buscar o tesoureiro do partido. “Eu não pedi dinheiro para ninguém e não dei dinheiro nenhum para o Cid,” reiterou.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de fraudes nas eleições, Braga Netto foi direto: “Não acreditava nessa possibilidade.” Ele também comentou sobre a falta de empatia dos ex-comandantes das Forças Armadas em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrentava problemas de saúde. Para ele, “faltava da parte deles uma empatia maior” em relação à situação do presidente.
Implicações da Investigação
A investigação em torno de Braga Netto e Cid faz parte de um contexto mais amplo que envolve alegações de uma tentativa de golpe após a derrota de Bolsonaro nas eleições. O ex-ministro, que foi candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro em 2022, continua a ser um personagem central nas apurações que buscam esclarecer os eventos que cercaram a transição de poder.
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