O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento no Supremo Tribunal Federal, onde é acusado de participar de um golpe contra a democracia. Durante a audiência, ele se mostrou amigável com o ministro Alexandre de Moraes, evitando conflitos e repetindo informações já conhecidas. Bolsonaro fez piadas e até brincou ao convidar Moraes para ser seu vice em 2026. Ele falou por mais de duas horas, mas não trouxe novas informações sobre as acusações. Moraes permitiu que ele se expressasse, mas não deixou que vídeos preparados por Bolsonaro fossem exibidos. O ex-presidente tentou justificar encontros com militares como uma forma de contestar o resultado das eleições, mas não abordou contradições importantes, como declarações de seu ex-ajudante sobre um plano para reverter a eleição. Além disso, Bolsonaro mencionou uma investigação sobre um ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral, mas Moraes esclareceu que não havia relação entre os dois casos. O depoimento terminou sem grandes revelações, mantendo em aberto questões sobre a conduta de Bolsonaro.
O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento nesta terça-feira (10) no Supremo Tribunal Federal (STF), onde é julgado por sua suposta participação em um golpe contra a democracia. Durante a audiência, Bolsonaro adotou uma postura amistosa em relação ao ministro Alexandre de Moraes, evitando confrontos diretos e trazendo à tona apenas versões já conhecidas.
A interação entre os dois foi marcada por um clima leve, com Bolsonaro fazendo piadas e até “convidando” Moraes para ser seu vice em 2026. O ex-presidente utilizou termos respeitosos, contrastando com os ataques anteriores que direcionou ao ministro. Ao longo de mais de duas horas, ele reiterou explicações sobre a trama golpista, sem apresentar novidades significativas.
Moraes, por sua vez, manteve um tom descontraído, permitindo que Bolsonaro falasse à vontade. O ministro, no entanto, vetou a exibição de vídeos preparados pelo ex-presidente, destacando que o depoimento não era o momento para embates. A audiência teve como foco a defesa de Bolsonaro, que se utilizou de uma estratégia de evitar confrontos e de reinterpretar eventos passados.
Lacunas na Defesa
Embora tenha tentado justificar encontros com militares como uma busca por alternativas legais para contestar o resultado eleitoral, Bolsonaro não abordou contradições importantes. O ex-ajudante de ordens, Mauro Cid, havia declarado que o ex-presidente estudou um documento que sugeria ações para reverter a eleição. Essa versão não foi discutida durante o depoimento.
Além disso, Bolsonaro fez menção a uma investigação da Polícia Federal sobre um ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), relacionando-a erroneamente à vulnerabilidade das urnas eletrônicas. Moraes sentiu a necessidade de esclarecer que não havia conexão entre os dois casos, destacando a repetição de informações falsas por parte do ex-presidente.
O depoimento de Bolsonaro terminou sem grandes revelações, deixando em aberto questões cruciais sobre sua conduta e as alegações que o cercam. A audiência, que poderia ter sido um momento de tensão, se transformou em uma interação cordial, refletindo a complexidade do cenário político atual.
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