- O governo espanhol reafirmou apoio ao fiscal geral do Estado, Álvaro García Ortiz, diante de críticas sobre decisões judiciais.
- A porta-voz do governo, Pilar Alegría, criticou um auto do juiz do Supremo, Ángel Hurtado, insinuando prevaricação.
- Alegría afirmou que alguns juízes estão tomando decisões difíceis de entender e não descartou a possibilidade de injustiças.
- Ela destacou que não há provas claras contra o fiscal e lamentou afirmações do Supremo feitas sem evidências.
- O governo acredita que a opinião pública percebe decisões judiciais que podem prejudicar o Executivo, levando a uma postura mais contundente.
O governo espanhol reafirmou seu apoio ao fiscal geral do Estado, Álvaro García Ortiz, em meio a críticas sobre decisões judiciais, especialmente do juiz do Supremo, Ángel Hurtado. A porta-voz do governo, Pilar Alegría, criticou um auto de Hurtado, insinuando prevaricação sem usar o termo diretamente.
Durante uma coletiva de imprensa, Alegría afirmou que “alguns juízes estão fazendo coisas difíceis de entender”. Ao ser questionada sobre a possibilidade de decisões injustas por parte de Hurtado, ela não descartou a ideia, mas preferiu manter a cautela em suas palavras. “Não há nenhuma prova clara que aponte para o fiscal como filtrador de informações”, destacou, referindo-se a depoimentos de jornalistas que afirmaram ter acesso à informação antes do fiscal.
O governo considera que o juiz cometeu um erro ao não apresentar evidências sólidas contra o fiscal. Alegría enfatizou que o Executivo defende a presunção de inocência e lamentou as afirmações do Supremo, que, segundo ela, foram feitas sem provas. A postura do governo reflete uma mudança em sua abordagem, que antes priorizava o respeito às decisões judiciais.
Além disso, o governo acredita que a opinião pública está começando a perceber que alguns juízes estão tomando decisões que podem prejudicar o Executivo. Essa percepção levou a uma resposta mais contundente do governo em relação a decisões judiciais controversas, rompendo com a tradição de manter um discurso neutro. “Este governo mantém o apoio ao fiscal geral”, concluiu Alegría, reafirmando a confiança na justiça e no trabalho dos juízes e fiscais.
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