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Milei celebra prisão de Kirchner após decisão da Suprema Corte sobre justiça

Cristina Kirchner pode ser presa a qualquer momento após decisão unânime da Suprema Corte, que a torna inelegível para cargos públicos

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  • A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, foi condenada a seis anos de prisão por corrupção em 2022.
  • A Suprema Corte decidiu que ela pode ser presa a qualquer momento e se tornou inelegível para concorrer a uma vaga na câmara.
  • O presidente Javier Milei comemorou a decisão, afirmando que a justiça prevaleceu.
  • Kirchner foi acusada de supervisionar um esquema que desviou mais de 5 bilhões de pesos do Estado argentino.
  • Ela poderá solicitar a conversão de sua pena para prisão domiciliar devido à sua idade.

Cristina Kirchner, ex-presidente da Argentina, foi condenada a seis anos de prisão por corrupção em 2022, relacionada a um esquema de desvio de dinheiro público. A Suprema Corte do país decidiu, nesta terça-feira, 17, que a ex-mandatária pode ser presa a qualquer momento, tornando-a inelegível para concorrer a uma vaga na câmara, conforme anunciado pelo presidente Javier Milei.

Milei comemorou a decisão em sua conta no X, antigo Twitter, afirmando que a justiça prevaleceu. Ele criticou jornalistas e políticos, insinuando que estavam envolvidos em um pacto de impunidade. A decisão da Corte foi unânime, rejeitando um recurso de anulação da condenação de Kirchner, que já havia sido confirmada em outras instâncias judiciais.

Durante seu governo, de 2007 a 2015, Kirchner foi acusada de supervisionar um esquema de corrupção que desviou mais de 5 bilhões de pesos do Estado argentino. O empresário Lázaro Báez, amigo da família Kirchner, foi um dos principais beneficiários, recebendo contratos para obras públicas que muitas vezes não foram concluídas. O patrimônio de Báez cresceu 12.000% entre 2004 e 2015, segundo a promotoria.

Kirchner, que também foi vice-presidente de Alberto Fernández, poderá solicitar a conversão de sua pena para prisão domiciliar, devido à sua idade. Ela é a segunda presidente na história democrática da Argentina a ser condenada, após Carlos Menem, mas se tornar a primeira a ser presa. Em um ato recente, Kirchner previu sua prisão, afirmando que isso não melhoraria a situação do povo argentino.

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