Gilson Machado Neto, ex-ministro do Turismo, está sendo investigado pela Polícia Federal por tentar ajudar o tenente-coronel Mauro Cid a sair do Brasil. A investigação começou depois que Machado procurou o Consulado de Portugal em Recife em maio de 2023 para conseguir um passaporte para Cid, que enfrenta processos judiciais. Machado nega as acusações e diz que queria um passaporte para seu pai. A Procuradoria-Geral da República acredita que a ação de Machado pode ser uma tentativa de obstruir a justiça. Embora ele não tenha conseguido o passaporte, há suspeitas de que ele tente novamente em outros consulados. Cid já havia buscado ajuda para obter cidadania portuguesa antes. A PGR pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um inquérito contra Machado e a busca de documentos, além de quebra de sigilo de mensagens. A situação está sendo acompanhada pelas autoridades.
A Polícia Federal (PF) iniciou uma investigação sobre o ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto por suposta tentativa de facilitar a saída do tenente-coronel Mauro Cid do Brasil. A ação ocorreu após Machado ter procurado o Consulado de Portugal em Recife em maio de 2023, buscando um passaporte para Cid, que é réu em ações penais relacionadas a uma trama golpista.
Machado nega as acusações e afirma que sua intenção era obter um passaporte para seu pai. A Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou com a apuração, considerando que a atitude de Machado pode configurar obstrução de justiça. A PF coletou indícios de que ele buscou o passaporte para Cid, mas não teve sucesso. Contudo, há suspeitas de que ele possa tentar outros consulados.
Em janeiro de 2023, Cid já havia buscado assessoria para obter a cidadania portuguesa. A PGR considera que a ação de Machado pode ser uma tentativa de evitar a aplicação da lei penal, especialmente com o encerramento da instrução processual se aproximando. O ex-ministro, que foi próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro, também iniciou uma campanha de arrecadação de recursos para o ex-presidente, levantando R$ 1 milhão.
A investigação se insere em um contexto mais amplo de apuração das tentativas de desestabilização da ordem democrática no Brasil, após as eleições de 2022. A PGR solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito contra Machado e defende a busca e apreensão de documentos, além da quebra de sigilo telefônico e de mensagens. A situação continua a ser monitorada pelas autoridades.
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