A investigação sobre uma suposta trama golpista envolvendo Jair Bolsonaro e seus auxiliares trouxe novas informações. Durante os interrogatórios, Bolsonaro e o general Augusto Heleno reconheceram que discutiram propostas de ruptura institucional, sem contestar as provas apresentadas. Eles admitiram que houve reuniões para discutir a possibilidade de não transferir o poder a Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo a ideia de decretar estado de sítio. Bolsonaro também mencionou encontros com a deputada Carla Zambelli e o hacker Walter Delgatti, que envolviam planos para monitorar o presidente do TSE, Alexandre de Moraes. Apesar das evidências, Bolsonaro não demonstrou arrependimento e continuou a questionar a legitimidade das eleições, sugerindo que a vitória de Lula foi fruto de fraude. Essa postura pode dificultar ainda mais sua defesa no processo.
O núcleo da ação penal que investiga uma suposta trama golpista envolvendo Jair Bolsonaro e seus auxiliares revelou novos desdobramentos. Durante os interrogatórios, tanto o ex-presidente quanto o general Augusto Heleno admitiram a discussão de propostas de ruptura institucional, sem contestar as evidências apresentadas.
Os depoimentos, conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes, mostram que nenhum dos réus negou o conteúdo de minutas, reuniões e trocas de mensagens que indicam tentativas de contestar o resultado das eleições de 2022. Bolsonaro e Heleno reconheceram que as propostas estavam em pauta, embora tenham alegado que não havia “clima” para sua implementação.
Além disso, Bolsonaro confirmou diversas reuniões com ministros e comandantes militares para discutir a possibilidade de não transferir o poder a Luiz Inácio Lula da Silva. Entre as ideias discutidas, chegou-se a considerar a decretação de estado de sítio. O ex-presidente também mencionou encontros com a deputada Carla Zambelli e o hacker Walter Delgatti, que envolviam planos para monitorar o presidente do TSE, Alexandre de Moraes.
Os depoimentos revelam um cenário preocupante para as defesas dos réus. Bolsonaro reafirmou suas dúvidas sobre a lisura do processo eleitoral, insinuando que a vitória de Lula foi resultado de fraude. Apesar das evidências, o ex-presidente não demonstrou arrependimento, limitando-se a dizer que poderia ter “exagerado na retórica”. Essa postura pode complicar ainda mais sua situação judicial.
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