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STF investiga ex-comandante da Marinha por suposto apoio a golpe de Estado

Almir Garnier será interrogado sobre suposta trama golpista enquanto Mauro Cid revela detalhes sobre o envolvimento de Bolsonaro e pagamentos suspeitos

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  • A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) realiza novos interrogatórios sobre uma suposta trama golpista envolvendo ex-integrantes do governo Jair Bolsonaro.
  • O almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, será interrogado após ter permanecido em silêncio na convocação anterior.
  • Garnier é acusado de concordar com um plano para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
  • Mauro Cid, que já prestou depoimento, afirmou que Garnier disse a Bolsonaro que as tropas da Marinha estavam “à disposição” para a ação golpista.
  • Cid também revelou que Bolsonaro alterou um decreto golpista e recebeu dinheiro do general Walter Braga Netto, que está preso e participa por videoconferência.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira, às 9h, mais uma fase dos interrogatórios relacionados a uma suposta trama golpista que envolve ex-integrantes do governo Jair Bolsonaro. O foco está no almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, que não se manifestou na convocação anterior pela Polícia Federal.

Os depoimentos são conduzidos pelo relator da ação penal, ministro Alexandre de Moraes. Durante a sessão, Garnier é acusado de ter concordado com um plano que visava impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A defesa do almirante, representada pelo advogado Demóstenes Torres, nega as acusações.

Mauro Cid, que já prestou depoimento, afirmou que Garnier teria dito a Bolsonaro que as tropas da Marinha estavam “à disposição” para a ação golpista. Os interrogatórios seguem em ordem alfabética, e a expectativa é que os seis réus restantes sejam ouvidos. Além de Cid, já foram interrogados Alexandre Ramagem e outros ex-ministros, como Augusto Heleno e Anderson Torres.

Na segunda-feira, Cid revelou que Bolsonaro alterou um decreto golpista e que recebeu dinheiro do general Walter Braga Netto, que está preso e participa por videoconferência. O dinheiro foi entregue em uma caixa de vinho no Palácio da Alvorada, destinado ao major Rafael Martins de Oliveira, apontado como operador da tentativa de golpe.

Os interrogatórios ocorrem na sala da Primeira Turma do STF, com a presença física dos réus, exceto Braga Netto. A continuidade dos depoimentos é crucial para esclarecer os desdobramentos da investigação sobre a suposta trama que buscava desestabilizar o processo eleitoral.

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