O Tribunal de Contas da União (TCU) vai investigar a contratação da cantora Roberta de Sá para um jantar do governo francês, onde esteve presente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O evento aconteceu em Paris no dia 5 de outubro e custou 168.000 reais, pagos com dinheiro do Ministério da Cultura. A investigação foi pedida pelo deputado Ubiratan Sanderson, que questiona a legalidade do gasto, já que não houve licitação. O valor inclui os honorários da artista e despesas com viagem, estadia e equipe técnica. Sanderson critica o governo por gastar em eventos no exterior em vez de investir em áreas como saúde e educação. O TCU deve pedir explicações sobre a contratação e verificar se houve uso inadequado dos recursos públicos. A oposição também espera uma posição da Procuradoria-Geral da República sobre o caso.
O Tribunal de Contas da União (TCU) iniciará uma investigação sobre a contratação da cantora Roberta de Sá para um jantar promovido pelo governo francês, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O evento ocorreu em Paris no dia 5 de outubro e a apresentação custou 168.000 reais, pagos com recursos do Ministério da Cultura.
A apuração foi solicitada pelo deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS), que questiona a legalidade do gasto, uma vez que a contratação foi feita sem licitação. O valor pago à artista inclui não apenas os honorários, mas também despesas com viagem, estadia, alimentação e equipe técnica, sendo classificado como “cachê colado”.
Sanderson argumenta que a ausência de um processo licitatório pode caracterizar improbidade administrativa. Ele criticou a decisão do Ministério da Cultura, afirmando que o governo deveria priorizar investimentos em áreas essenciais como saúde e educação, em vez de realizar gastos considerados desnecessários em eventos no exterior.
A expectativa é que o TCU exija explicações detalhadas sobre a contratação e analise se houve desvio de finalidade na aplicação dos recursos públicos. A oposição aguarda também uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o caso, que pode ter desdobramentos significativos para a gestão atual.
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