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Bolsonaro admite ter buscado alternativas ao resultado eleitoral no STF

Bolsonaro admite discussões sobre estado de sítio, mas nega intenção golpista e se desvincula de manifestações em quartéis

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  • O ex-presidente Jair Bolsonaro foi interrogado no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre sua suposta participação em uma trama golpista após a derrota nas eleições de 2022.
  • Durante o depoimento, ele admitiu ter discutido com comandantes das Forças Armadas a possibilidade de medidas como estado de sítio, mas negou qualquer intenção golpista.
  • Bolsonaro se distanciou das manifestações em frente aos quartéis e afirmou que as propostas discutidas foram descartadas.
  • Ele defendeu sua posição sobre o voto impresso, alegando que sua retórica era uma preocupação legítima com a transparência do sistema eleitoral.
  • O ex-presidente negou ter pressionado o ministro da Defesa por um relatório sobre falhas nas eleições e se recusou a passar a faixa presidencial a Luiz Inácio Lula da Silva.

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi interrogado no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre sua suposta participação em uma trama golpista após a derrota nas eleições de 2022. Durante o depoimento, que durou mais de duas horas, ele admitiu ter discutido com comandantes das Forças Armadas a possibilidade de medidas como estado de sítio, mas negou qualquer intenção de golpe.

Bolsonaro se distanciou das manifestações em frente aos quartéis, afirmando que as propostas discutidas foram descartadas por falta de “clima” e “oportunidade”. Ele também se defendeu ao afirmar que sua retórica sobre o voto impresso era uma preocupação legítima com a transparência do sistema eleitoral. O ex-presidente foi o quinto réu a ser interrogado no processo, que investiga crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.

Os ex-chefes do Exército e da Aeronáutica, Freire Gomes e Baptista Júnior, descreveram as discussões como de teor golpista, o que Bolsonaro refutou. A Procuradoria-Geral da República (PGR) considera que o uso de instrumentos constitucionais, como o estado de sítio, configuraria um atentado à democracia, visando impedir a posse de Lula.

Ao ser questionado sobre uma minuta golpista mencionada na delação de Mauro Cid, Bolsonaro negou ter acesso ao documento e afirmou que não houve sugestões de prisão de autoridades. Ele também se desvinculou dos acampamentos em frente aos quartéis, desqualificando os manifestantes que pediam intervenção militar.

Bolsonaro defendeu sua posição sobre o voto impresso, alegando que era uma retórica antiga e que, se não houvesse dúvidas sobre o sistema eleitoral, o julgamento atual não estaria ocorrendo. O STF, por sua vez, reiterou que o inquérito não se relaciona com as urnas eletrônicas, que são auditadas e utilizadas desde 1996 sem comprovação de fraudes.

Em outro momento, o ex-presidente negou ter pressionado o ministro da Defesa a apresentar um relatório sobre falhas nas eleições de 2022. Ele também se recusou a passar a faixa presidencial a Lula, justificando que não queria se submeter à maior vaia da história do Brasil.

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