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Familiares de vítimas de violência policial no Rio protestam por justiça

Mães e amigos de vítimas da violência policial no Rio de Janeiro protestaram por justiça em ato pacífico, clamando por respostas e agilidade nas investigações.

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Na manhã de quarta-feira, familiares e amigos de vítimas da violência policial no Rio de Janeiro fizeram um protesto pacífico em frente ao Ministério Público. Eles seguravam cartazes com a imagem de Herus Guimarães Mendes, que foi morto em uma ação da polícia no morro Santo Amaro. Lucas Pessoa, amigo de Herus, expressou a dor pela perda e questionou como evitar novas tragédias. Priscila Menezes, mãe de Thiago Flausino, que foi assassinado em agosto de 2023, também participou e lembrou que quatro policiais estão sendo julgados por sua morte. Jaqueline Oliveira, mãe de Kathlen Romeu, que foi assassinada grávida há quatro anos, pediu justiça e criticou a impunidade. Sonia Bonfim Vicente, mãe de Samuel Vicente, destacou que o ato busca acelerar investigações que estão paradas há muito tempo. O movimento, que lembra as Mães de Acari, quer pressionar o Ministério Público por respostas. O secretário de Polícia Militar entregou um relatório sobre 12 policiais investigados, enquanto o MP já denunciou cinco policiais no caso de Thiago e outros cinco no caso de Kathlen, que ainda aguarda julgamento. As famílias pedem justiça e responsabilização dos envolvidos nas mortes, esperando que as investigações avancem e que tragédias como essas não se repitam.

Mães, pais e amigos de vítimas da violência policial no Rio de Janeiro realizaram um ato pacífico em frente ao Ministério Público na manhã de quarta-feira. O grupo, que segurava cartazes com a imagem de Herus Guimarães Mendes, de 24 anos, exigiu agilidade nas investigações sobre sua morte, ocorrida durante uma ação da PM no morro Santo Amaro, no Catete.

Lucas Pessoa, amigo de Herus, expressou a dor da perda: “A gente não quer que o Herus seja mais um.” Ele questionou como evitar que tragédias semelhantes se repitam. Priscila Menezes, mãe de Thiago Flausino, de 13 anos, também presente, lembrou que seu filho foi morto em agosto de 2023 na Cidade de Deus, atingido por tiros disparados por policiais em um carro não identificado. Quatro PMs estão sendo julgados por homicídio e fraude processual.

Luta por Justiça

Jaqueline Oliveira, mãe de Kathlen Romeu, assassinada grávida há quatro anos, também participou do ato. Com uma camiseta estampada com o rosto da filha, ela pediu por justiça e criticou a impunidade: “Se não tem a punição, nós temos a impunidade.” Sonia Bonfim Vicente, mãe de Samuel Vicente, de 17 anos, morto em 2021, destacou que o ato busca acelerar investigações que se arrastam há mais de uma década.

O movimento, que remonta às Mães de Acari na década de 1990, busca pressionar o Ministério Público por respostas. Em reunião recente, o secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, entregou um relatório sobre 12 PMs investigados pela operação no Morro Santo Amaro. O MP já denunciou cinco policiais no caso de Thiago Flausino e outros cinco por fraude no caso de Kathlen Romeu, que aguarda julgamento.

Demandas das Famílias

As famílias clamam por justiça e responsabilização dos envolvidos nas mortes de seus entes queridos. O Ministério Público afirmou que está alinhado com as recomendações da Corte Interamericana de Direitos Humanos em relação ao caso de Acari, onde 11 jovens permanecem desaparecidos. O desejo é que as investigações avancem e que os responsáveis sejam punidos, garantindo que tragédias como essas não se repitam.

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