A votação do novo Código Eleitoral no Senado, que estava marcada para hoje, foi adiada para 9 de julho. O prazo para apresentar emendas ao texto é até 2 de julho. Uma das principais mudanças é a redução do período de quarentena para militares, que agora será de dois anos, em vez de quatro. Essa alteração gerou debates, com críticas sobre a influência de militares na política. O senador Marcelo Castro, responsável pelo parecer, defendeu que dois anos é um tempo adequado para evitar abusos. Outros senadores também levantaram questões sobre a influência de apresentadores de TV e líderes sindicais. A segurança das urnas eletrônicas e a questão do voto impresso continuam sendo discutidas, especialmente entre parlamentares que apoiam o ex-presidente Bolsonaro. O senador Jorge Seif relacionou a insatisfação com as eleições de 2022 aos problemas com o voto eletrônico. As mudanças precisam ser aprovadas até um ano antes das eleições de 2026 e ainda passarão pelo plenário e pela Câmara dos Deputados.
A votação do parecer do Novo Código Eleitoral, elaborado pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI), foi adiada para 9 de julho. A decisão ocorreu na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que também estabeleceu o prazo de 2 de julho para a apresentação de emendas ao texto. A votação estava inicialmente marcada para hoje, mas um requerimento do senador Eduardo Girão (Novo-CE) para adiá para 22 de julho não obteve apoio, uma vez que essa data coincide com o recesso parlamentar.
Entre as principais mudanças propostas, destaca-se a redução do período de quarentena para militares, que passou de quatro para dois anos. Essa alteração gerou debates acalorados, com críticas sobre a possibilidade de influência indevida de militares e outras categorias na política. Marcelo Castro defendeu que dois anos é um prazo razoável, considerando a necessidade de evitar abusos de poder para promoção pessoal.
Críticas e Debates
A discussão sobre a quarentena não se limita apenas aos militares. O senador Marcos Rogério (PL-RO) apontou que a mesma lógica de influência poderia ser aplicada a apresentadores de televisão, radialistas e líderes sindicais, sugerindo um preconceito em relação aos militares. Além disso, a segurança das urnas eletrônicas e a questão do voto impresso continuam a ser pontos de controvérsia, especialmente entre parlamentares da ala bolsonarista.
O senador Jorge Seif (PL-SC) mencionou que a insatisfação com o resultado das eleições de 2022, que culminou nos eventos de 8 de janeiro, está ligada à resistência ao voto eletrônico. As mudanças no Código Eleitoral precisam ser aprovadas até um ano antes das eleições de 2026 para serem implementadas. O projeto ainda passará pelo plenário e pela Câmara dos Deputados.
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