Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do presidente Jair Bolsonaro, criticou a forma como o delegado Fabio Shor conduziu seu depoimento na Polícia Federal. Ele fez essas declarações em mensagens de um perfil de Instagram, onde expressou desconfiança em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF) e chamou o ministro Alexandre de Moraes de “cão de ataque”. Cid alegou que o STF estava comprometido e que a Polícia Federal tentava direcionar seu depoimento para um “lado do golpe”. Ele negou ter usado a conta do Instagram, que leva o nome de sua esposa, Gabriela. Cid está sendo investigado por tentar obter um passaporte que facilitaria sua saída do Brasil, com a suspeita de que o ex-ministro Gilson Machado, que está preso, tenha ajudado nessa ação. Durante seu depoimento ao STF, Cid não reconheceu o perfil no Instagram. Sua delação premiada, homologada em setembro de 2023, impõe restrições, como não usar redes sociais e não se comunicar com outros investigados. As mensagens atribuídas a Cid mostram seu descontentamento com a investigação, e ele afirmou que não tinha intenção de causar problemas. A situação continua a ser investigada pela Polícia Federal.
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do presidente Jair Bolsonaro, criticou a condução de seu depoimento pelo delegado Fabio Shor, da Polícia Federal. As declarações foram reveladas em mensagens atribuídas a ele em um perfil de Instagram, conforme publicado pela revista Veja. Cid afirmou que Shor é “esperto” e sabe como conduzir interrogatórios.
Em suas mensagens, Cid expressou desconfiança em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF), chamando o ministro Alexandre de Moraes de “cão de ataque”. Ele também mencionou que o STF está “todo comprometido” e que a Polícia Federal tentava direcionar seu depoimento para o “lado do golpe”. Cid negou, no entanto, ter utilizado a conta do Instagram em questão, que leva o nome de sua esposa, Gabriela.
Delação e Investigação
Cid está sob investigação em um caso que envolve a tentativa de obter um passaporte que facilitaria sua saída do Brasil. O ex-ministro Gilson Machado, que está preso, é suspeito de ter intermediado essa ação. Durante seu depoimento ao STF, Cid foi questionado sobre o perfil no Instagram e se reconhecia o endereço “Gabriela R”. Ele respondeu que não sabia se era da esposa.
A delação premiada de Cid, homologada em setembro de 2023, inclui restrições, como a proibição de usar redes sociais e de se comunicar com outros investigados. A Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou com a investigação sobre as ações de Machado, considerando-as possíveis tentativas de obstrução da Justiça.
Mensagens Reveladoras
As mensagens atribuídas a Cid, trocadas entre janeiro e março de 2024, revelam seu descontentamento com a investigação. Ele afirmou que estava “ferrando todo mundo” e que não tinha intenção de causar problemas. O advogado de Bolsonaro, Celso Vilardi, questionou Cid sobre a autenticidade do perfil, mas ele se mostrou hesitante em confirmar sua ligação com a conta.
A situação de Cid continua a se desenrolar, com a Polícia Federal investigando as implicações de suas declarações e as ações de Machado. O ex-ajudante de ordens reafirmou que não tinha interesse em deixar o Brasil, enquanto seu advogado negou qualquer intenção de evasão.
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