A deputada federal Carla Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça. Ela deixou o Brasil usando sua cidadania italiana para evitar a prisão. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, espera que a Itália extradite Zambelli rapidamente, mencionando que a dupla nacionalidade não impede a extradição, já que a Constituição italiana permite isso. Ele também citou um tratado de cooperação entre Brasil e Itália que facilita a extradição. Lewandowski lembrou do caso do ativista italiano Cesare Battisti, que foi extraditado para a Itália após se refugiar no Brasil, como um exemplo de como os dois países colaboram. Além disso, ele comentou uma pesquisa que mostra que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é visto de forma negativa em comparação ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro em temas como inflação e segurança pública. Lewandowski destacou que a responsabilidade pela segurança é dos estados, mas a União busca atuar mais ativamente por meio de uma proposta de emenda à Constituição que visa melhorar a cooperação no combate ao crime.
A deputada federal Carla Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Recentemente, Zambelli deixou o Brasil, utilizando sua cidadania italiana para evitar a prisão. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, manifestou a expectativa de que a Itália extradite a parlamentar rapidamente.
Durante um seminário em São Paulo, Lewandowski afirmou que já há informações sobre o paradeiro de Zambelli e que a extradição deve ocorrer em breve. Ele destacou que a dupla nacionalidade não impede a extradição, uma vez que a Constituição italiana permite a entrega de seus cidadãos. O ministro mencionou que existe um tratado de cooperação entre Brasil e Itália, o que reforça a possibilidade de Zambelli ser trazida de volta ao país.
Lewandowski citou o caso do ativista italiano Cesare Battisti, que foi extraditado para a Itália após se refugiar no Brasil, como um exemplo de reciprocidade entre os dois países. Ele enfatizou que as autoridades estão atentas ao caso e que a extradição deve ser tratada com seriedade, considerando a gravidade das acusações contra Zambelli.
Além do caso de Zambelli, o ministro também comentou sobre uma pesquisa do Datafolha que indica que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é avaliado de forma negativa em comparação à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro em questões como inflação e segurança pública. Lewandowski ressaltou que a responsabilidade pela segurança é dos estados, enquanto a União busca um papel mais ativo por meio da PEC da Segurança Pública, que visa modificar a atuação entre os níveis de governo no combate ao crime.
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