A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça decidiu que a construção de uma tirolesa entre os morros do Pão de Açúcar e da Urca, no Rio de Janeiro, pode continuar. Essa decisão, tomada na terça-feira (10), reverte uma suspensão anterior das obras, que foram paralisadas devido a denúncias de irregularidades nas perfurações. O projeto, que começou em 2022, inclui quatro linhas de tirolesa que podem atingir até 100 km/h e cobrem 755 metros em cerca de 50 segundos, com capacidade para 100 pessoas por hora. A obra gerou polêmica desde o início, com moradores e ativistas preocupados com possíveis danos ao patrimônio cultural. O Ministério Público Federal apontou que a remoção de rochas poderia afetar a estrutura e o meio ambiente. No entanto, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região argumentou que parar as obras causaria mais prejuízos, já que elas estavam 95% concluídas. O relator do caso, ministro Francisco Falcão, disse que interromper a construção resultaria em custos extras com segurança. A inauguração da tirolesa, que estava prevista para o segundo semestre de 2023, foi adiada por causa das disputas judiciais.
A Segunda Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu manter a autorização para a construção de uma tirolesa entre os morros do Pão de Açúcar e da Urca, no Rio de Janeiro. A decisão, proferida na última terça-feira (10), reverteu um embargo anterior que havia suspendido as obras devido a denúncias de irregularidades nas perfurações.
O projeto, iniciado em 2022, prevê quatro linhas de tirolesa com velocidade máxima de 100 km/h, cobrindo uma extensão de 755 metros em aproximadamente 50 segundos. A capacidade é de 100 pessoas por hora. A obra visa conectar os dois morros, que são reconhecidos como patrimônio mundial pela Unesco desde 2012.
Desde o início, a construção gerou controvérsias. Moradores e ativistas criticaram a obra, alegando que ela poderia causar danos ao patrimônio cultural. A presidente da Associação de Moradores da Urca (AMOUR), Celi Paradela Ferreira, questionou se uma tirolesa seria permitida na Torre Eiffel, destacando a importância do local.
O MPF (Ministério Público Federal) denunciou irregularidades nas obras, afirmando que cerca de 130 metros cúbicos de rochas foram removidos, o que poderia comprometer a estrutura e o meio ambiente. Apesar das preocupações, o TRF2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) argumentou que a paralisação das obras traria mais prejuízos do que a conclusão, uma vez que a obra já estava 95% finalizada.
O relator do caso, ministro Francisco Falcão, destacou que a descontinuidade das obras resultaria em custos adicionais com a manutenção de tapumes e lonas de segurança. A inauguração da tirolesa, inicialmente prevista para o segundo semestre de 2023, foi adiada em função das disputas judiciais.
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