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‘Xexênia’ é condenada a 10 anos por controlar comunicação do PCC

Carla Luy Riciotti Lima, condenada a dez anos e três meses, controlava a comunicação do PCC, evidenciando a estrutura da facção criminosa.

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Carla Luy Riciotti Lima, de 36 anos, foi condenada a dez anos e três meses de prisão por controlar a comunicação do Primeiro Comando da Capital (PCC). A Justiça de São Paulo a considerou culpada por associação à organização criminosa e lavagem de dinheiro. Conhecida pelos apelidos de ‘Xexênia’, ‘Ferrari’ e ‘Indonésia’, ela fazia parte da cúpula da facção. Carla era responsável por comprar celulares e chips para os líderes do PCC, ajudando a evitar que suas mensagens fossem interceptadas. Ela também criava mensagens codificadas para manter a comunicação entre os membros da organização. Durante a Operação Sharks, que investigou transações financeiras do PCC, foram encontrados em sua casa três notebooks, treze cartões bancários, vinte e três chips de telefonia e três celulares.

Carla Luy Riciotti Lima, de 36 anos, foi condenada a dez anos e três meses de prisão por sua atuação no controle da comunicação do Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão da Justiça de São Paulo, em segunda instância, se deu pelos crimes de associação à organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A condenada, que também é conhecida pelos apelidos de ‘Xexênia’, ‘Ferrari’ e ‘Indonésia’, foi identificada como parte da cúpula da facção criminosa. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apresentou um organograma da organização, onde seu nome constava após a prisão de Marcos Roberto de Almeida, o Tuta, apontado como sucessor de Marcola.

Atuação no PCC

Carla era responsável pela aquisição de celulares e chips para membros do alto escalão do PCC, com o intuito de dificultar a interceptação de mensagens. Ela entregava os dispositivos já configurados com listas de contatos e determinava quem poderia se comunicar por meio de cada aparelho. Além disso, a condenada elaborava mensagens codificadas, conhecidas como “bate-bolas”, para manter a comunicação entre líderes presos e soltos.

O MPSP destacou que a atuação de Carla demonstra o caráter organizado e estruturado da facção. Em uma das mensagens interceptadas, líderes da organização informaram que pagariam R$ 1,5 mil a ela, embora não tenha sido possível determinar se o valor se referia a cada mensagem codificada ou a um salário mensal.

Operação Sharks

Carla foi denunciada em 2020, juntamente com outros 19 réus, na Operação Sharks, que investigou transações financeiras do PCC que totalizaram R$ 1,2 bilhão entre 2018 e 2019. Durante a busca em sua residência, foram apreendidos três notebooks, treze cartões bancários, vinte e três chips de operadoras de telefonia e documentos, além de três aparelhos celulares.

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