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Aliados de Bolsonaro adotam estratégia para desacreditar investigação golpista

Aliados de Jair Bolsonaro avaliam anular acordo de delação de Mauro Cid após revelações de possível mentira em depoimento ao STF. A estratégia visa preparar terreno para futuras contestações nas investigações sobre a intentona golpista em Brasília. Mudanças políticas podem favorecer Bolsonaro, especialmente com a expectativa de um candidato de direita nas próximas eleições.

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Aliados de Jair Bolsonaro estão pensando em pedir a anulação do acordo de colaboração do tenente-coronel Mauro Cid com a Polícia Federal. Essa ideia surgiu depois que a revista “Veja” publicou mensagens que indicam que Cid pode ter mentido em seu depoimento ao Supremo Tribunal Federal. As mensagens mostram que ele discutiu sua delação em um perfil no Instagram com um amigo de Bolsonaro. Apesar desse movimento, os aliados reconhecem que as chances de sucesso são baixas no curto prazo. A estratégia é usar esse pedido para questionar o processo e preparar o terreno para futuras contestações nas investigações sobre a invasão dos três poderes em Brasília. Eles esperam que mudanças políticas no futuro possam beneficiar Bolsonaro, especialmente se um candidato de direita vencer as próximas eleições e mudar a composição do STF. As mensagens também revelam o descontentamento de Cid com o ministro Alexandre de Moraes e a falta de apoio de parlamentares. Moraes já determinou que a Meta preserve conteúdos relacionados ao caso e forneça dados em 24 horas. Um interlocutor de Bolsonaro acredita que, no futuro, uma nova teoria pode ser usada para contestar as investigações, semelhante à estratégia usada na Operação Lava-Jato. A cúpula da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República avaliam que anular o acordo não afetaria as provas já coletadas, mas Cid perderia os benefícios do acordo.

Aliados de Jair Bolsonaro estão considerando solicitar a anulação do acordo de colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid com a Polícia Federal. Essa decisão surge após a revista “Veja” divulgar mensagens que indicam que Cid pode ter mentido em seu depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF). As mensagens sugerem que ele utilizou um perfil no Instagram para discutir sua delação com um aliado de Bolsonaro.

Apesar dessa movimentação, o entorno de Bolsonaro reconhece que a probabilidade de sucesso é baixa no curto prazo. A estratégia, segundo fontes próximas, é utilizar esse pedido para “envergonhar o processo” e estabelecer bases para futuras contestações nas investigações relacionadas à intentona golpista que resultou na invasão dos três poderes em Brasília.

A expectativa é que mudanças políticas futuras possam favorecer Bolsonaro, especialmente com a possibilidade de um candidato de direita vencer as próximas eleições e alterar a composição do STF. As mensagens reveladas mostram Cid expressando descontentamento com a atuação do ministro Alexandre de Moraes e a falta de apoio de parlamentares próximos a Bolsonaro.

Em uma decisão recente, Moraes determinou que a Meta preserve conteúdos de perfis relacionados ao caso e forneça dados cadastrais em um prazo de 24 horas. Um interlocutor de Bolsonaro acredita que, no futuro, a “teoria Zanin” pode ser utilizada para contestar as investigações, semelhante à estratégia do ex-advogado de Lula contra a Operação Lava-Jato.

Embora a cúpula da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República avaliem que a anulação do acordo não comprometeria as provas já coletadas, ela poderia resultar na perda dos benefícios acordados com o delator.

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