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Câmara aprova urgência para projeto que revoga decreto do IOF nesta segunda-feira

Câmara vota urgência para revogar aumento do IOF, enquanto Lula busca consenso sobre medidas fiscais com líderes políticos.

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A Câmara dos Deputados vai votar a urgência de um projeto que quer cancelar o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que os parlamentares estão contra aumentos de impostos, especialmente em tempos de crise. Para que a urgência passe, são necessários 257 votos dos 513 deputados. Se aprovado, o projeto será analisado mais rapidamente, mas a votação do conteúdo não acontecerá hoje. Enquanto isso, o presidente Lula se reuniu com líderes da Câmara para discutir a situação fiscal do país e buscar um consenso sobre as medidas fiscais. O governo já fez ajustes nas alíquotas do IOF após críticas do mercado e dos parlamentares, e a arrecadação deve cair de R$ 19,1 bilhões para entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões neste ano. Além do projeto, o governo também lançou uma medida provisória com compensações para as mudanças no IOF, que precisa ser aprovada rapidamente para evitar problemas nas contas públicas. Se as medidas forem derrubadas, isso pode afetar serviços essenciais e investimentos.

A Câmara dos Deputados votará nesta segunda-feira, 30 de outubro, a urgência do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que busca revogar o recente aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A decisão foi anunciada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), após reunião com líderes da Casa. Motta afirmou que o clima entre os parlamentares é desfavorável a aumentos de impostos, especialmente em um momento de crise fiscal.

Para que a urgência seja aprovada, são necessários 257 votos dos 513 deputados. A aprovação permitirá que o projeto seja analisado diretamente no plenário, acelerando o processo legislativo. Contudo, a votação do mérito do PDL não ocorrerá nesta segunda-feira.

Reuniões e Pressões

Em meio a essa pressão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu no domingo com Motta e outros líderes para discutir a situação fiscal do país. Participaram da reunião os ministros Gleisi Hoffmann e Rui Costa, além do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira. A conversa teve como foco a busca de um consenso sobre as medidas fiscais.

As mudanças no IOF geraram uma série de decretos, sendo que o primeiro foi publicado em 22 de maio. Após reações negativas do mercado e de parlamentares, o governo fez ajustes, reduzindo a alíquota em algumas operações. A expectativa é que a arrecadação caia de R$ 19,1 bilhões para entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões neste ano.

Medidas Fiscais e Desdobramentos

Além do PDL, o governo também publicou uma medida provisória com compensações para as mudanças no IOF, que terá validade de 120 dias. Essa MP será relatada por um parlamentar do PT, ainda a ser definido. A urgência em aprovar essas medidas se dá pela necessidade de equilibrar as contas públicas, com uma meta fiscal de resultado zero para este ano.

A situação é crítica, pois a derrubada das medidas pode levar a uma paralisação da máquina pública, afetando investimentos e serviços essenciais. A pressão sobre o governo aumenta, enquanto a oposição se articula para garantir a aprovação do projeto que visa reverter a decisão.

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