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Ex-ministro da Justiça solicita acareação com ex-comandante do Exército a Moraes

Defesa de Anderson Torres pede acareação com ex-comandante do Exército para contestar acusações sobre "minuta do golpe".

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A defesa de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, pediu ao ministro Alexandre de Moraes uma acareação entre Torres e o ex-comandante do Exército Freire Gomes. Isso faz parte das investigações sobre a invasão dos três poderes em Brasília em 8 de janeiro de 2023, onde Torres é acusado de crimes graves, incluindo tentativa de golpe de Estado. A defesa contesta a afirmação de Freire Gomes de que recebeu “assessoramento jurídico” de Torres para Jair Bolsonaro sobre uma “minuta do golpe”. Freire Gomes disse que Torres participou de reuniões sobre medidas golpistas, mas não interferiu nas discussões. Se a acareação não for aceita, a defesa quer que Freire Gomes preste um novo depoimento. Torres, que se tornou réu em março de 2023, pode enfrentar até 43 anos de prisão por vários crimes. Além disso, a defesa pediu que o Google forneça informações sobre a minuta encontrada na casa de Torres e solicitou uma perícia em documentos de uma live onde ele discutiu urnas eletrônicas com Bolsonaro. A defesa argumenta que a falta de clareza no depoimento de Freire Gomes prejudica os direitos de defesa de Torres, já que o general não lembra detalhes importantes das reuniões. O ministro Alexandre de Moraes agora vai analisar os pedidos apresentados.

A defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres solicitou ao ministro Alexandre de Moraes uma acareação entre seu cliente e o ex-comandante do Exército Freire Gomes. O pedido é parte das investigações sobre a invasão dos três poderes em Brasília, ocorrida em 8 de janeiro de 2023. Torres é acusado de crimes graves, incluindo tentativa de golpe de Estado.

A defesa contesta a versão de Freire Gomes, que afirmou ter recebido “assessoramento jurídico” de Torres para o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a chamada “minuta do golpe”. Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), Freire Gomes disse que Torres participou de reuniões onde foram discutidas medidas golpistas. No entanto, ele destacou que Torres não interferiu nas discussões.

Caso o pedido de acareação não seja aceito, a defesa requer que Freire Gomes preste um novo depoimento. Torres, junto com Bolsonaro e outros investigados, se tornou réu em março de 2023, enfrentando uma pena total de até 43 anos por diversos crimes, incluindo organização criminosa e dano qualificado.

Desdobramentos da Defesa

Além da acareação, a defesa de Torres pediu que o Google forneça informações sobre a minuta encontrada em sua residência. Os advogados argumentam que o documento não se assemelha a outros materiais antidemocráticos. Também foi solicitada uma perícia em documentos relacionados a uma live onde Torres discutiu urnas eletrônicas com Bolsonaro.

A defesa enfatiza que a falta de clareza no depoimento de Freire Gomes compromete os direitos de defesa de Torres. Eles destacam que o general não consegue recordar detalhes cruciais sobre as reuniões, o que levanta dúvidas sobre a veracidade das alegações. O ministro Alexandre de Moraes agora analisará os pedidos de diligências apresentados, que incluem solicitações de outros réus envolvidos no caso.

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