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Comunidade de palafitas em Belém é excluída de obra de saneamento da COP30

Moradores da Vila da Barca protestam contra a construção de estação de esgoto que não atenderá suas necessidades de saneamento.

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Uma obra de 25 milhões de reais para construir uma estação de esgoto na Vila da Barca, em Belém, gerou protestos entre os moradores. A estação, que faz parte das preparações para a COP30, vai beneficiar bairros mais ricos, mas não trará saneamento para a comunidade local, que se sente excluída. Os moradores afirmam que a obra, situada em uma grande área de palafitas, não resolverá seus problemas de esgoto. A estrutura servirá para bombear esgoto de áreas baixas para uma estação de tratamento, mas a previsão de conclusão é para agosto e a comunidade já está se mobilizando contra. A associação de moradores entrou com uma ação judicial para parar a obra, alegando falta de diálogo. Educadores locais criticam a falta de consulta e destacam que as casas sobre palafitas não foram consideradas. Além disso, há preocupações com o mau cheiro e os gases gerados pela construção. O governo do Pará defende a obra como um legado da COP, mas os moradores acreditam que não trará melhorias para suas casas. A Vila da Barca, com cerca de 5 mil habitantes, enfrenta problemas de saneamento há anos e a construção da estação elevatória é vista como uma solução que não atende suas necessidades.

Uma obra de R$ 25 milhões para a construção de uma estação de esgoto na Vila da Barca, em Belém, gerou protestos entre os moradores. A estação, parte das preparações para a COP30, visa beneficiar bairros nobres, mas não atenderá diretamente a comunidade local, que se sente excluída.

Moradores alegam que a obra, localizada em uma das maiores comunidades de palafitas do Brasil, não trará saneamento para suas casas. A estrutura, uma estação elevatória, tem como objetivo bombear esgoto de áreas baixas para a estação de tratamento do Una. A previsão de conclusão é para agosto, mas a comunidade já se mobiliza contra a construção.

A associação de moradores entrou com uma ação judicial para barrar a obra, afirmando que não houve diálogo com a população. A educadora Susane Barreirinhas destaca que a construção foi imposta sem consulta, e a professora Inêz Medeiros reforça que as casas sobre palafitas não foram consideradas no projeto.

Além disso, a preocupação com o odor gerado pela obra é crescente. Pawer Martins, morador da área, expressou receio sobre os impactos do gás e do mau cheiro que podem afetar a qualidade de vida na comunidade. O governo do Pará defende a obra como um legado da COP, afirmando que beneficiará a bacia hidrográfica do Una, mas os moradores contestam que as melhorias não atingirão suas residências.

A Vila da Barca, com cerca de 5 mil moradores, enfrenta problemas de saneamento há anos. A maioria das habitações não possui acesso à rede de esgoto, e a construção da estação elevatória é vista como uma solução que não atende às necessidades locais. A insatisfação é palpável, e a luta por direitos básicos continua.

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