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Congresso aprova pensão para crianças afetadas pelo Zikavírus após vetos de Lula

Congresso aprova pensão mensal de R$ 7.786,02 e indenização de R$ 50 mil para vítimas do vírus zika, após derrubar veto do governo.

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O Congresso Nacional derrubou os vetos do presidente Lula e aprovou uma pensão mensal de R$ 7.786,02 para pessoas com deficiência causada pelo vírus zika, além de uma indenização única de R$ 50 mil. Essa decisão foi tomada em uma votação que contou com a presença de famílias afetadas. O governo havia vetado uma proposta anterior que oferecia um pagamento único de R$ 60 mil, considerado insuficiente. A nova pensão será isenta de impostos e ajustada pela inflação, mas sua concessão depende da comprovação da deficiência e da disponibilidade de recursos. O governo justificou o veto anterior por questões fiscais e orçamentárias, alegando que a proposta geraria despesas sem uma estimativa clara de impacto financeiro. Agora, a nova proposta ainda precisa ser regulamentada e aprovada definitivamente no Congresso para se tornar lei. O Ministério da Saúde, o Ministério da Previdência Social e o INSS devem trabalhar juntos para criar as regras necessárias para a implementação do benefício.

O Congresso Nacional derrubou os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que estabelece uma pensão mensal vitalícia de R$ 7.786,02 para pessoas com deficiência causada pelo vírus zika. A medida também inclui uma indenização única de R$ 50 mil. A votação ocorreu nesta terça-feira, com a presença de famílias afetadas, que acompanharam de perto o desdobramento.

O governo havia vetado a proposta anterior, que previa um pagamento único de R$ 60 mil, considerado inadequado por representantes das famílias. A nova proposta, aprovada por um acordo que envolveu a retirada de pauta de outros vetos, foi apoiada até mesmo por membros da base governista. A pensão será isenta de tributos e corrigida pela inflação, mas a concessão depende da comprovação da origem da deficiência e da disponibilidade orçamentária.

A justificativa do governo para o veto anterior se baseou na necessidade de respeitar normas de responsabilidade fiscal e orçamentária. O governo argumentou que a proposta criaria despesas obrigatórias sem a devida estimativa de impacto financeiro. Além disso, a medida divergia da abordagem biopsicossocial da deficiência, segundo a administração.

A nova proposta ainda precisa passar por regulamentação e aprovação final no Congresso para se tornar lei. A expectativa é que o Ministério da Saúde, o Ministério da Previdência Social e o INSS trabalhem juntos na elaboração das regras necessárias para a implementação do benefício.

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