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Áudio revela plano de Bolsonaro e Ramagem para proteger Flávio na investigação

Polícia Federal indiciou Jair Bolsonaro e Alexandre Ramagem por supostas tentativas de anular investigações fiscais contra Flávio Bolsonaro.

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A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, após encontrar um áudio de uma reunião em que discutiam irregularidades em investigações fiscais sobre o senador Flávio Bolsonaro. O encontro ocorreu no Palácio do Planalto em agosto de 2020, onde Ramagem sugeriu anular a investigação contra Flávio, que está ligada ao caso das “rachadinhas”. O relatório da PF também menciona tentativas de investigar a vida pessoal dos auditores da Receita Federal envolvidos. Flávio Bolsonaro negou qualquer ligação com essas ações e disse ser vítima de acessos ilegais a seus dados. Ramagem afirmou que não houve interferência no processo judicial e que as ferramentas de monitoramento foram adquiridas de forma regular. A Abin disse que os fatos investigados aconteceram em gestões anteriores e se colocou à disposição das autoridades. A investigação continua e pode ter impactos políticos e judiciais no país.

A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, nesta terça-feira, 24 de outubro de 2023. O indiciamento ocorreu após a descoberta de um áudio que revela discussões sobre irregularidades em investigações fiscais relacionadas ao senador Flávio Bolsonaro.

Durante as investigações sobre espionagem ilegal na Abin, a PF encontrou um áudio de uma reunião realizada no Palácio do Planalto em 25 de agosto de 2020. Nesse encontro, Bolsonaro e Ramagem discutiram supostas irregularidades cometidas por auditores da Receita Federal em um relatório de inteligência fiscal que originou um inquérito contra Flávio Bolsonaro, vinculado ao caso das “rachadinhas”.

A gravação sugere que Ramagem propôs a instauração de um procedimento administrativo contra os auditores, visando anular a investigação. O relatório da PF também indica que integrantes da chamada “Abin paralela” tentaram investigar a vida pessoal dos auditores envolvidos. Flávio Bolsonaro negou qualquer envolvimento com a “Abin paralela” e afirmou ser vítima de acessos ilegais a seus dados sigilosos.

Em resposta ao indiciamento, Ramagem defendeu que não houve interferência no processo judicial e que a aquisição de ferramentas de monitoramento foi regular, com parecer da Advocacia Geral da União (AGU). A Abin, por sua vez, reiterou que os fatos investigados ocorreram em gestões anteriores e se colocou à disposição das autoridades.

A investigação continua, com desdobramentos que podem impactar a esfera política e judicial do país. O caso levanta questões sobre a utilização de estruturas de inteligência em investigações fiscais e a relação entre a Abin e a Receita Federal.

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