Ligiane Marinho de Ávila, ex-funcionária da Unicamp, é acusada de desviar mais de 5 milhões de reais do Instituto de Biologia entre 2017 e 2024, usando sua empresa Becom para emitir notas fiscais falsas. O Ministério Público apresentou a denúncia e Ligiane está foragida fora do país. Em uma audiência online, ela admitiu ter uma “parcela de culpa” no desvio, mas afirmou que embolsou apenas 150 mil reais, enquanto a acusação diz que o valor desviado foi de 4.265.443,97 reais. A Fapesp, que financia projetos de pesquisa, está cobrando os pesquisadores envolvidos, que agora enfrentam dificuldades financeiras. O professor Carlos Alfredo Joly, por exemplo, deve 699.356,56 reais. A situação gerou insegurança entre os pesquisadores, que se sentem abandonados pela universidade. A nova reitoria da Unicamp anunciou uma sindicância interna para investigar as irregularidades, enquanto os docentes tentam continuar seus projetos enfrentando bloqueios financeiros e a pressão para devolver valores que não receberam.
Ligiane Marinho de Ávila, ex-funcionária da Unicamp, é acusada de desviar mais de 5 milhões de reais do Instituto de Biologia entre 2017 e 2024. A denúncia formalizada pelo Ministério Público revela que ela utilizou sua empresa, Becom, para emitir notas fiscais fraudulentas. Ligiane está foragida fora do país.
Durante uma audiência online em 10 de março de 2025, Ligiane admitiu ter uma “parcela de culpa” no desvio, afirmando que, no máximo, embolsou 150 mil reais. A acusação, no entanto, aponta que ela desviou 4.265.443,97 reais por meio de movimentações em contas bancárias. A Fapesp, responsável pelo financiamento de projetos de pesquisa, agora cobra os pesquisadores envolvidos, alegando que eles contribuíram para os desvios ao permitir acesso indevido às contas.
Os pesquisadores da Unicamp, que confiaram na gestão de Ligiane, enfrentam um pesadelo administrativo. O professor emérito Carlos Alfredo Joly relatou que, após receber um e-mail sobre inconsistências nas contas, percebeu a gravidade da situação. Ele e outros docentes estão sendo cobrados pela Fapesp, com valores que chegam a 699.356,56 reais no caso de Joly.
A situação gerou um clima de insegurança e desconfiança entre os pesquisadores, que se sentem abandonados pela universidade. A reitoria da Unicamp, sob nova direção, anunciou uma sindicância interna para investigar as irregularidades. Enquanto isso, os docentes tentam manter seus projetos de pesquisa em andamento, enfrentando bloqueios de repasses financeiros e a pressão de devolver valores que não receberam.
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