Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, vai se encontrar com os ex-comandantes do Exército e da Aeronáutica, Freire Gomes e Carlos de Almeida Baptista Junior, no dia 24 de outubro. A defesa de Torres quer esclarecer as diferenças nos depoimentos sobre sua presença em reuniões que discutiram formas de impedir a posse do presidente Lula. Freire Gomes disse que se lembra de Torres em uma ou duas ocasiões, mas afirmou que ele não participou das discussões. Já Baptista Junior, que inicialmente disse que Torres esteve em uma reunião, depois mudou sua versão e ficou em dúvida sobre a presença dele. O advogado de Torres, Eumar Novacki, vai questionar a falta de detalhes nos depoimentos, como datas e locais, argumentando que isso prejudica a defesa. A defesa de Freire Gomes considera a acareação desnecessária e afirma que ele sempre disse a verdade.
A acareação entre o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e os ex-comandantes do Exército Freire Gomes e da Aeronáutica Carlos de Almeida Baptista Junior está agendada para 24 de outubro. A defesa de Torres busca esclarecer contradições nos depoimentos sobre sua suposta participação em reuniões que discutiram medidas para impedir a posse do presidente Lula.
Os depoimentos dos ex-comandantes divergem sobre a presença de Torres nas reuniões. Freire Gomes afirmou lembrar de apenas uma ou duas ocasiões em que Torres participou, mas destacou que ele não interferiu nas discussões. Em contrapartida, Baptista Junior, que inicialmente afirmou que Torres esteve presente em uma reunião com os Comandantes das Forças, posteriormente se retratou, expressando incerteza sobre a participação do ex-ministro.
A defesa de Torres, liderada pelo advogado Eumar Novacki, pretende questionar a falta de detalhes nos depoimentos, como datas e locais das reuniões. Novacki argumenta que a ausência de informações concretas caracteriza uma violação dos princípios da ampla defesa e do contraditório. Além disso, a versão de Freire Gomes contrasta com o depoimento do tenente-coronel Mauro Cid, que afirmou que Torres não participou de discussões sobre medidas antidemocráticas.
A defesa de Freire Gomes, por sua vez, considera a acareação desnecessária, afirmando que o ex-comandante sempre falou a verdade em seus depoimentos. O advogado João Marco Gomes de Rezende reiterou que Freire Gomes continuará a cumprir seu dever de falar a verdade, independentemente das circunstâncias.
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