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Filmagens do Smart Sampa que registrariam esvaziamento da Cracolândia são apagadas

Prefeitura apaga imagens do Smart Sampa antes de esvaziamento da Cracolândia, ignorando pedido de preservação do Ministério Público.

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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, anunciou que as imagens do sistema Smart Sampa, capturadas na noite anterior ao esvaziamento da Cracolândia, foram apagadas. O esvaziamento aconteceu em 13 de maio, e Nunes afirmou que a Lei Geral de Proteção de Dados permite a exclusão de gravações após 30 dias, por isso só foram mantidas as imagens a partir de 14 de maio. A Justiça havia solicitado a preservação das imagens entre 1º e 14 de maio, mas a notificação chegou à prefeitura em 13 de junho, quando já não havia mais registros disponíveis. O pedido de preservação foi feito pela Promotoria de Justiça da Saúde e pela Defensoria Pública para investigar possíveis violações de direitos durante o esvaziamento. Nunes disse que a prefeitura seguiu o protocolo de descarte de imagens, mas o Ministério Público havia solicitado as filmagens em 6 de junho, o que não foi atendido. Apesar das comemorações do governo sobre o esvaziamento, novos pontos de concentração de dependentes químicos surgiram em áreas centrais da cidade, levantando dúvidas sobre a eficácia das ações, já que a história do “fim da Cracolândia” foi anunciada em gestões anteriores, mas o problema continua.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), anunciou que as imagens do sistema Smart Sampa, capturadas na noite anterior ao esvaziamento da Cracolândia, foram apagadas. O esvaziamento ocorreu em 13 de maio e, segundo Nunes, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) permite a exclusão de gravações após 30 dias. Assim, apenas registros a partir de 14 de maio foram mantidos.

A decisão da Justiça, que solicitou a preservação das imagens entre 1º e 14 de maio, chegou à prefeitura em 13 de junho. O prefeito justificou que, ao receber a notificação, já não havia mais imagens disponíveis dos dias anteriores. O pedido de preservação foi feito pela Promotoria de Justiça da Saúde e pela Defensoria Pública, com o intuito de investigar possíveis violações de direitos durante o processo de esvaziamento.

Nunes afirmou em coletiva de imprensa que a prefeitura seguiu seu protocolo de descarte de imagens. Entretanto, o Ministério Público havia enviado um ofício em 6 de junho, solicitando as filmagens da região, o que não foi atendido. O esvaziamento da Cracolândia foi celebrado pelo governo estadual e pela prefeitura como um avanço no combate ao crime organizado e na reabilitação de dependentes químicos.

Novos Pontos de Concentração

Apesar das comemorações, surgiram novos pontos de concentração de dependentes químicos em áreas centrais da cidade, como a esquina da Rua Helvétia com a Avenida São João e nas proximidades da Praça Princesa Isabel. A dificuldade em localizar as centenas de pessoas que ocupavam a Cracolândia antes da ação levanta questionamentos sobre a eficácia das medidas adotadas. A história do “fim da Cracolândia” já foi proclamada em gestões anteriores, mas a realidade atual sugere que o problema persiste em novas formas.

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