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PF revela monitoramento clandestino da Abin para prejudicar Flávio Dino

Polícia Federal investiga tentativas da Abin de obstruir apurações sobre uso indevido do sistema First Mile durante governo Bolsonaro.

Flavio Dino durante o segundo dia de julgamento no STF sobre trama golpista (Foto: Antonio Augusto/STF)
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A Polícia Federal revelou que a atual gestão da Agência Brasileira de Inteligência, sob Luiz Inácio Lula da Silva, tentou criar um fato político para constranger o ministro Flávio Dino. Essa ação estava relacionada a investigações sobre o uso indevido do sistema First Mile durante o governo de Jair Bolsonaro. A investigação começou em janeiro de 2023, após reportagens que mostraram que o sistema foi usado sem controle judicial para monitorar adversários políticos. O relatório da PF destaca conversas entre Alessandro Moretti, ex-diretor-adjunto da Abin, e Marcelo Furtado, diretor do Departamento de Operações, sobre um contrato de aquisição de uma ferramenta de inteligência. Em uma conversa de outubro de 2023, Furtado questionou se a ferramenta poderia ser o First Mile, e Moretti disse que iria verificar, o que a PF considera uma tentativa de obstruir as investigações. Moretti e Furtado foram afastados de seus cargos no início de 2023. Flávio Dino não comentou as acusações, e a Abin também não se manifestou. As investigações continuam, mostrando um cenário de tensões políticas.

Em um relatório final sobre a investigação da chamada “Abin paralela”, a Polícia Federal (PF) revelou que a atual gestão da Agência Brasileira de Inteligência, sob o comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tentou criar um fato político para constranger o ministro Flávio Dino. A ação visava embaraçar as investigações sobre o uso indevido do sistema First Mile durante o governo de Jair Bolsonaro.

A investigação teve início em janeiro de 2023, após reportagens do GLOBO denunciarem que o sistema foi utilizado sem controle judicial para monitorar adversários políticos. Flávio Dino, então ministro da Justiça, foi responsável por determinar a abertura do inquérito. O relatório da PF destaca diálogos entre Alessandro Moretti, ex-diretor-adjunto da Abin, e Marcelo Furtado, diretor do Departamento de Operações, que discutiram um contrato de aquisição de uma ferramenta de inteligência durante o governo de Dino no Maranhão.

Diálogos Interceptados

Em uma conversa de outubro de 2023, Furtado compartilhou informações sobre o contrato, questionando se a ferramenta poderia ser o First Mile. Moretti respondeu que iria verificar, o que, segundo a PF, demonstra envolvimento na tentativa de criar um fato político. O acesso a essas mensagens foi possível após a quebra de sigilo autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.

A PF afirma que o objetivo do grupo era dificultar as investigações. O relatório menciona que a mensagem sobre o contrato é uma prova clara da manobra política. Moretti e Furtado foram afastados de seus cargos no início de 2023, após a decisão de Moraes.

Reações e Consequências

Flávio Dino, por meio de sua assessoria, optou por não se manifestar sobre as acusações. A Abin também não comentou o caso. As investigações continuam, e a PF segue apurando as tentativas de obstrução e as conexões políticas entre os envolvidos. A situação evidencia um cenário de tensões políticas e o uso de informações estratégicas em disputas de poder.

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