A Polícia Federal descobriu que Carlos Bolsonaro e outros criaram uma estrutura secreta para espionagem política, semelhante à Agência Brasileira de Inteligência. Essa organização tinha o objetivo de espionar políticos e desacreditar o sistema eleitoral. A investigação, que cresceu após reportagens, revelou que eles preparavam dossiês ilegais e espalhavam notícias falsas sobre figuras como o presidente do Supremo Tribunal Federal e o ex-governador de São Paulo. A PF indiciou 36 pessoas, incluindo Carlos e Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin. Carlos, desconfiado das instituições oficiais, ajudou a planejar a operação com Jair Bolsonaro, definindo alvos, incluindo políticos e líderes de caminhoneiros. A PF também está analisando tentativas de proteger Flávio Bolsonaro em um caso de desvio de salários. Conversas interceptadas mostram Jair discutindo irregularidades com Ramagem. Embora Jair não tenha sido indiciado, ele é visto como o principal beneficiário da estrutura. As novas acusações podem complicar a situação política dele e de seus filhos.
A Polícia Federal (PF) revelou a criação de uma estrutura paralela à Agência Brasileira de Inteligência (Abin), liderada por Carlos Bolsonaro, que visava espionagem política e proteção da família Bolsonaro. O inquérito, com 1.125 páginas, aponta que a organização tinha como objetivos espionar parlamentares e desacreditar o sistema eleitoral.
A investigação, que se intensificou após reportagens do GLOBO, expôs uma rede clandestina que preparava dossiês ilegais e disseminava notícias falsas sobre alvos como o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, e o ex-governador de São Paulo, João Doria. A PF indiciou 36 pessoas, incluindo Carlos Bolsonaro e Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, por suas funções na organização.
Carlos Bolsonaro, por não confiar nas estruturas oficiais, foi um dos idealizadores da operação. Ele e Jair Bolsonaro definiram diretrizes estratégicas e alvos, incluindo figuras políticas e lideranças de caminhoneiros. A PF também investiga tentativas de proteger o senador Flávio Bolsonaro em relação ao caso da “rachadinha”, que envolve desvio de salários de funcionários de seu gabinete.
Em conversas interceptadas, Ramagem e Jair Bolsonaro discutem irregularidades atribuídas a auditores da Receita Federal. Embora Jair não tenha sido indiciado neste inquérito, ele é descrito como o “principal destinatário” da estrutura paralela. A situação do ex-presidente se complica com as novas acusações, que podem impactar seu futuro político e o de seus filhos.
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