O presidente Lula defendeu o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em uma entrevista, apesar das críticas de parlamentares e do mercado. A Câmara dos Deputados aprovou a urgência para votar um projeto que quer derrubar essa medida. Lula afirmou que a proposta do ministro da Fazenda é razoável e que não é hora de ceder. O governo já fez três alterações no decreto, que inicialmente aumentou a alíquota de várias operações, mas depois recuou em algumas áreas, como nas remessas ao exterior. A nova versão do decreto espera reduzir a arrecadação de R$ 19,1 bilhões para entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões neste ano. Com a urgência aprovada, a Câmara agora deve votar o projeto que busca anular o decreto, aumentando a pressão sobre o governo, especialmente entre os aliados que estão insatisfeitos com o pacote fiscal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o decreto que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), publicado na semana passada. A medida gerou críticas de parlamentares e reações negativas do mercado, intensificando a crise entre o governo e a Câmara dos Deputados. Na última segunda-feira, a Câmara aprovou a urgência para votar um projeto que visa revogar o decreto.
Lula afirmou em entrevista ao podcast Mano a Mano que o IOF proposto pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é razoável e que a resistência é necessária. Não dá para ceder toda hora, disse o presidente. A gravação da entrevista ocorreu no último domingo, um dia antes da votação de urgência na Câmara.
Após as críticas, o governo já alterou o decreto três vezes. O primeiro, publicado em 22 de maio, elevou a alíquota de várias operações. No mesmo dia, houve um recuo na tributação das remessas de fundos ao exterior. A nova versão do decreto, divulgada na quarta-feira, recalibrou os valores do IOF, com a expectativa de reduzir a arrecadação de R$ 19,1 bilhões para entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões neste ano.
Desdobramentos na Câmara
Com a aprovação da urgência, o próximo passo é a votação do mérito do projeto que busca anular o decreto. A pressão sobre o governo aumenta, especialmente entre parlamentares da base aliada, que também expressaram descontentamento com o pacote fiscal. As reviravoltas em torno do IOF refletem a complexidade da situação fiscal do país e a necessidade de um equilíbrio entre arrecadação e desenvolvimento econômico.
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