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Bolsonaro e ministros de Lula recebem reembolsos por despesas médicas

Deputados federais, incluindo Jair Bolsonaro e Gleisi Hoffmann, gastaram milhões em reembolsos médicos com recursos públicos.

Jair Bolsonaro, Gleisi Hoffmann e Wolney Queiroz (Foto: Arte/UOL)
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Deputados federais, tanto do grupo de Jair Bolsonaro quanto do de Gleisi Hoffmann, têm usado reembolsos ilimitados para despesas médicas, pagos com dinheiro público. Entre os que receberam esses valores estão Bolsonaro, que gastou R$ 435 mil após ser ferido em 2018, e Gleisi, que obteve R$ 45,3 mil entre 2021 e 2024. Outros deputados, como Wolney Queiroz e Benedita da Silva, também receberam quantias significativas para tratamentos médicos. A deputada Carla Zambelli, que está foragida, teve reembolso de R$ 258,5 mil, enquanto a senadora Tereza Cristina recebeu R$ 78,4 mil, defendendo que seus gastos foram legais e abaixo do limite permitido. Nos últimos dez anos, mais de R$ 120 milhões foram gastos com esses reembolsos, e apenas o Partido Novo não permite que seus membros usem esse benefício.

Rivais políticos, deputados lulistas e bolsonaristas, têm utilizado reembolsos ilimitados para despesas médicas, financiados com recursos públicos. Entre os beneficiados estão o ex-presidente Jair Bolsonaro e a ministra Gleisi Hoffmann. Em 2019, Bolsonaro recebeu R$ 435 mil para cobrir gastos médicos decorrentes de uma facada sofrida em 2018. Ele afirmou que nunca havia utilizado o serviço de saúde da Câmara antes desse incidente.

Os dados sobre os reembolsos foram obtidos pela Lei de Acesso à Informação. Os deputados têm direito a um plano de saúde subsidiado e a reembolsos ilimitados para despesas com profissionais e hospitais particulares. O Partido Novo é a única exceção, não permitindo que seus membros recebam esses reembolsos. Nos últimos dez anos, mais de R$ 120 milhões foram gastos com esses ressarcimentos.

Entre 2021 e 2024, Gleisi Hoffmann recebeu R$ 45,3 mil em reembolsos, justificando que as despesas foram para consultas e tratamentos especializados. O atual ministro da Previdência, Wolney Queiroz, obteve R$ 53,9 mil entre 2020 e 2022, enquanto a deputada Benedita da Silva recebeu R$ 320 mil nos últimos quatro anos, devido a diversas cirurgias e internações.

A deputada Carla Zambelli, foragida, teve ressarcimento de R$ 258,5 mil entre 2019 e 2025. A senadora Tereza Cristina também utilizou o sistema, recebendo R$ 78,4 mil entre 2019 e 2022. Ela destacou que os reembolsos foram legais e correspondem a menos da metade do que poderia ser autorizado pela Câmara.

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