O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou visitas de familiares ao ex-assessor de Jair Bolsonaro, Marcelo Costa Câmara, que está preso no Batalhão da Polícia do Exército em Brasília. As visitas podem ser feitas por sua esposa, filhos, pais e irmãos, mas devem seguir as regras da unidade militar. Câmara foi preso sob suspeita de tentar interferir nas investigações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro, em conluio com o tenente-coronel Mauro Cid. Ele teria buscado informações para obstruir a apuração. Moraes também determinou que visitas não relacionadas a advogados precisam de autorização prévia. Câmara já havia descumprido medidas cautelares, como o uso de redes sociais e contato com outros investigados, o que foi considerado um desrespeito ao Judiciário. O advogado de Câmara defendeu que as perguntas feitas a Cid eram para proteger os interesses de seu cliente e que não houve descumprimento das normas. A Polícia Federal deve ouvir Câmara e seu advogado em até 15 dias, o que pode trazer novas informações sobre o caso.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou visitas de familiares ao ex-assessor de Jair Bolsonaro, Marcelo Costa Câmara, que está preso preventivamente no Batalhão da Polícia do Exército em Brasília. A decisão foi tomada nesta sexta-feira e permite que esposa, filhos, pais e irmãos de Câmara o visitem, desde que respeitadas as normas da unidade militar.
Câmara foi detido na quarta-feira, sob suspeita de tentar interferir nas investigações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro, em conluio com o tenente-coronel Mauro Cid. O ex-assessor teria buscado, com a ajuda de seu advogado, informações sobre a colaboração de Cid para obstruir a apuração. Moraes destacou que as visitas devem ocorrer em dias e horários previamente estabelecidos pelo batalhão.
Detalhes da Decisão
A autorização de Moraes também estabelece que qualquer visita que não seja de advogados habilitados deve ser previamente autorizada pelo ministro. O despacho foi enviado ao comandante do batalhão, tenente-coronel Carlos Augusto da Silva Neto, com instruções para comunicação imediata.
Câmara descumpriu medidas cautelares anteriores, incluindo a proibição de uso de redes sociais e contato com outros investigados, o que, segundo Moraes, demonstra um “completo desprezo pelo Poder Judiciário”. As interações entre Câmara e Cid, reveladas por meio de mensagens trocadas em uma conta de Instagram, levantam suspeitas sobre a tentativa de embaraçar as investigações.
Implicações Legais
O advogado de Câmara, Eduardo Kuntz, defendeu sua atuação, afirmando que as perguntas feitas a Cid visavam proteger os interesses de seus clientes. Ele argumentou que não houve descumprimento das normas, já que as conversas ocorreram enquanto Câmara estava preso. A Polícia Federal deve ouvir Câmara e seu advogado em até 15 dias, o que pode trazer novos desdobramentos ao caso.
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