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Erika Hilton critica a extrema-direita por usar pessoas trans como bode expiatório

Erika Hilton destaca resistência da comunidade trans e avanço na PEC contra a 6x1, após diálogos com o governo.

Foto: Reprodução
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Erika Hilton, a primeira parlamentar trans do Congresso brasileiro, denunciou que a extrema-direita usa pessoas trans como bodes expiatórios em suas narrativas. Em uma entrevista, ela falou sobre a resistência da comunidade trans e a importância de continuar lutando por direitos em um cenário de desigualdade. Hilton criticou os grupos extremistas que tentam deslegitimar os direitos trans e promover o medo e a exclusão. Ela se descreveu como uma deputada que busca responder às violências de forma ponderada, adaptando-se às circunstâncias, mas sem abrir mão de sua luta. Recentemente, Hilton se mostrou otimista quanto à aprovação da PEC contra a 6×1, afirmando que, após diálogos com o governo, sua proposta ganhou credibilidade e está sendo levada a sério. A mobilização da comunidade trans em torno da PEC mostra a força do movimento, e Hilton reafirma seu compromisso em promover um diálogo construtivo e respeitar a diversidade, mesmo diante dos ataques da extrema-direita.

Erika Hilton, a primeira parlamentar trans do Congresso brasileiro, denunciou que a extrema-direita utiliza pessoas trans como bodes expiatórios em suas narrativas. Em entrevista ao Canal UOL, a deputada ressaltou a resistência da comunidade trans diante dos ataques e a importância de conduzir a história, mesmo em meio a um cenário de desigualdade e precariedade.

Hilton afirmou que os grupos extremistas buscam deslegitimar os direitos das pessoas trans, promovendo um discurso de medo e exclusão. “Nós, pessoas trans, viramos o bode expiatório da direita no mundo, não só no Brasil”, destacou. A parlamentar criticou a falta de um debate qualificado sobre os direitos trans e enfatizou que esses grupos desejam destruir a existência de indivíduos que não se encaixam em seus padrões.

Diálogo e Diplomacia

A deputada também comentou sobre sua abordagem diplomática no exercício do cargo. “Não sou uma deputada raivosa o tempo todo”, afirmou, explicando que busca responder às violências de forma ponderada. Hilton se posiciona como uma camaleoa, adaptando-se às circunstâncias, mas sem abrir mão de sua luta pelos direitos da comunidade que representa.

Recentemente, Hilton expressou otimismo quanto à aprovação da PEC contra a 6×1 na Câmara e no Senado. “Há, sim, um clima possível de ser aprovado”, disse, ressaltando que, após diálogos com o governo e o presidente Lula, sua proposta ganhou credibilidade. A parlamentar lembrou que, inicialmente, sua ideia foi tratada como uma “invenção”, mas agora está sendo levada a sério, refletindo uma mudança na percepção sobre a pauta.

Mobilização e Futuro

A resistência da comunidade trans e a mobilização em torno da PEC demonstram a força do movimento. Hilton acredita que, apesar dos desafios, a luta por direitos e dignidade continuará a avançar. A parlamentar reafirma seu compromisso em promover um diálogo construtivo e a importância de respeitar a diversidade, enquanto enfrenta os ataques da extrema-direita.

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