Entre janeiro e maio de 2024, a violência contra cristãos na Índia aumentou, com 313 casos registrados, principalmente em Uttar Pradesh e Chhattisgarh. AC Michael, do United Christian Forum, afirmou que os ataques incluem violência de multidões e discriminação social. Em Uttar Pradesh, ocorreram 209 ataques, enquanto Chhattisgarh teve 165. A ativista Minakshi Singh destacou que muitos ataques são baseados em falsas acusações de conversões forçadas, e a Suprema Corte da Índia não recebeu provas concretas sobre essas alegações. Doze estados indianos têm leis que restringem conversões religiosas, frequentemente usadas contra cristãos. Desde que o partido BJP assumiu o poder em 2014, os ataques a cristãos aumentaram anualmente, com 834 casos registrados em 2024, um crescimento em relação aos anos anteriores. Em março, um ataque em Chhattisgarh levou à prisão de cristãos após um ataque a uma igreja, e a situação da minoria cristã, que representa 2,3% da população, preocupa líderes religiosos e defensores dos direitos humanos.
Um aumento alarmante na violência contra cristãos na Índia foi registrado entre janeiro e maio de 2024, com 313 casos de ataques reportados, segundo o United Christian Forum (UCF). Os estados mais afetados são Uttar Pradesh e Chhattisgarh, onde a situação se agrava a cada dia.
AC Michael, coordenador nacional da UCF, destacou que os incidentes incluem “ódio viral, violência brutal de multidões e ostracismo social desenfreado.” Em 2024, Uttar Pradesh liderou com 209 ataques, seguido por Chhattisgarh, com 165. Apenas nos primeiros cinco meses, Chhattisgarh registrou 64 episódios de violência, enquanto Uttar Pradesh teve 58.
A ativista cristã Minakshi Singh, de Uttar Pradesh, atribui muitos desses ataques a acusações infundadas de conversões forçadas. Ela ressalta que, em 2022, a Suprema Corte da Índia pediu relatórios sobre essas conversões, mas até agora, nenhum governo apresentou provas concretas. “As alegações não têm fundamento,” afirmou.
Legislação e Perseguição
Atualmente, 12 dos 28 estados da Índia possuem leis que restringem ou controlam as conversões religiosas, muitas vezes usadas de forma abusiva por nacionalistas hindus. Michael alertou que, se essa tendência continuar, “ameaçará a identidade e a existência da comunidade cristã indiana.” Ele criticou a falta de proteção do sistema judicial para as minorias cristãs, que frequentemente evitam denunciar agressões por medo de represálias.
Desde 2014, quando o partido BJP assumiu o poder, os casos de violência contra cristãos têm aumentado anualmente. Em 2024, a UCF já registrou 834 ataques, um aumento em relação aos 734 de 2023 e 601 de 2022. Em dezembro, Michael pediu ao governo indiano que designasse um responsável para investigar o aumento da perseguição religiosa.
Em março, um ataque em Chhattisgarh resultou na prisão de cristãos após radicais hindus atacarem uma igreja em Raipur. Um dos detidos, Rajesh Sharma, teve seu pedido de fiança negado em instâncias judiciais. A crescente hostilidade contra a minoria cristã na Índia, que representa 2,3% da população, é uma preocupação crescente para líderes religiosos e defensores dos direitos humanos.
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