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Governo enfrenta novas derrotas e intensifica crise com o Congresso nacional

Governo Lula enfrenta crescente resistência no Congresso, com derrotas em votações e liberação lenta de emendas, complicando a agenda econômica.

Lula assina medida provisória (MP) do setor elétrico ao lado dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) (Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo)
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Quatro meses após a mudança de liderança na Câmara e no Senado, o governo Lula enfrenta dificuldades para aprovar suas propostas. A nova direção do Congresso, liderada por Hugo Motta e Davi Alcolumbre, tem se alinhado à oposição, resultando em derrotas para o presidente. A relação entre o governo e partidos como PP e União Brasil se deteriorou, e Motta, que antes contava com apoio do governo, agora avança com um projeto que derruba um decreto sobre o Imposto de Operações Financeiras, aprovado com 346 votos. Além disso, a liberação lenta de emendas parlamentares, com apenas 1,5% dos R$ 50 bilhões previstos gastos até agora, tem aumentado o distanciamento político. A recente derrubada de vetos de Lula e a criação da CPI do INSS, proposta por Alcolumbre, podem trazer mais problemas para o governo. A situação é considerada mais difícil do que quando Arthur Lira e Rodrigo Pacheco estavam no comando, e a baixa popularidade de Lula afasta partidos do governo. Até agora, nenhuma das 25 prioridades do ministro da Fazenda foi votada, e a relação que antes era amistosa se tornou hostil, dificultando a aprovação de propostas econômicas e a regulamentação da Reforma Tributária.

Quatro meses após a troca de comando na Câmara e no Senado, o governo Lula enfrenta dificuldades para avançar em pautas prioritárias. A nova cúpula do Congresso, liderada pelo deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), tem se alinhado à oposição, resultando em derrotas significativas para o presidente.

A relação entre o governo e a nova federação, que inclui o PP e o União Brasil, se deteriorou. Motta, que recebeu apoio do Palácio do Planalto, agora promoveu a aceleração de um projeto que derruba o decreto do Imposto de Operações Financeiras (IOF), aprovado com 346 votos a favor. Essa mudança é vista como reflexo das articulações eleitorais de líderes do Centrão, que já sinalizam apoio a uma candidatura de oposição em 2026.

Além disso, a liberação lenta de emendas parlamentares tem contribuído para o distanciamento político. Até a última sexta-feira, apenas 1,5% dos R$ 50 bilhões previstos no Orçamento haviam sido empenhados. O presidente da Câmara, Motta, expressou descontentamento com a lentidão do governo, afirmando que “praticamente nenhuma emenda” foi paga no primeiro semestre.

Cenário Adverso

A situação se agrava com a recente derrubada de vetos de Lula, incluindo um que poderia impactar negativamente a conta de luz. Alcolumbre, embora mais próximo de Lula, enfrenta pressões de sua base no Senado, que possui uma composição mais oposicionista. A criação da CPI do INSS, proposta por Alcolumbre, pode gerar mais desgaste ao governo.

Parlamentares observam que o cenário atual é mais desafiador do que quando Arthur Lira e Rodrigo Pacheco lideravam o Legislativo. A baixa popularidade de Lula e a busca da centro-direita por uma candidatura alternativa em 2026 afastam partidos como PP, União Brasil, PSD e MDB do governo. Até agora, nenhuma das 25 prioridades apresentadas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi votada.

A relação amistosa entre o governo e a nova cúpula do Congresso, observada nos primeiros meses, se transformou em um clima hostil. Motta, que antes apoiava propostas do governo, agora enfrenta dificuldades para avançar com a pauta econômica. Alcolumbre também não conseguiu deslanchar a regulamentação da Reforma Tributária, que permanece em discussão na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

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